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Movimentos contra as SCUT voltam à rua

As comissões de utentes contra as portagens nas SCUT marcaram três dias de protesto, entre 24 de maio e 2 de junho.

As comissões de utentes contra as portagens nas SCUT "não vão recuar até que o Governo ceda na intenção de portajar estas vias", garantiu hoje o porta voz do movimento, em conferência de imprensa.

As comissões, que já haviam anunciado a realização de três marchas, definiram hoje as horas e a forma como os protestos vão acontecer nas SCUT do Grande Porto, Costa da Prata e Litoral Norte.

Três dias de protesto entre 24 de Maio e 2 de Junho

No dia 24 de maio, está prevista uma marcha na A29 com a concentração marcada para as 17h30, em Coimbrões, Vila Nova de Gaia. Segue-se um desfile da caravana de veículos pela A29 até à saída de Ovar Norte.

Dois dias depois, à mesma hora, um movimento semelhante concentra-se na rotunda da Maia Jardim, seguindo depois pela A41/42 em direção a Lousada.

O último protesto está marcado para o dia 2 de junho, a partir da 18h30, junto à central de camionagem da Póvoa de Varzim, onde se vão concentrar automobilistas vindos de Viana do Castelo, Esposende, Barcelos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim. A caravana automóvel segue pela A28 em direção à rotunda dos Produtos Estrela, no Porto.

Objectivo é mobilizar o máximo de gente possível

Estas três marchas realizam-se em dias de semana, porque o movimento acredita que, assim, "vai juntar mais pessoas".

No entanto, José Rui Ferreira já avisou que os protestos vão ser realizados de forma "cívica e exemplar, respeitando a lei".

Movimentos exigem respostas do Governo

José Rui Ferreira espera, no entanto, que o Governo, mais concretamente o ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, "reconsidere" e "responda" também a um conjunto de questões que as comissões de utentes lhe fizeram chegar segunda-feira.

Na carta, o movimento faz dez perguntas ao ministro e pede, por exemplo, "esclarecimentos" sobre o impacto que a colocação de portagens terá no tecido "empresarial e industrial das regiões" atravessadas pelas SCUT.

As comissões perguntam também porque é que "as três SCUT a portajar se localizam numa região que vive uma crise económica e social mais profunda que a média do país".

José Rui Ferreira anunciou ainda que vários "empresários da região já admitiram que, caso a cobrança de portagens venha a ser colocada em prática a partir de 1 de julho, muitas empresas da região terão que fechar portas".

Apesar de já ter sido anunciado que a partir de 01 de julho as SCUT começam a ser portajadas, as comissões de utentes acreditam que o governo "ainda está a tempo de reverter esta sua intenção".