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Mortos ultrapassam os 65 mil

Pelo menos 65.000 mortos, 360.000 feridos, 23.000 desaparecidos e 300.000 casas destruídas é o mais recente balanço oficial do terramoto de 12 de Maio na China divulgado hoje pelas autoridades chinesas.

Maria Luiza Rolim

Cerca de cem mil pessoas foram hoje evacuadas em Beichuan, Sichuan, província devastada pelo mais violento tremor de terra dos últimos 30 anos na China. Em causa está a segurança da população devido ao risco de inundações de lagos formados pelos deslizamentos de terra.

A preocupação das autoridades chinesas aumentou na sequência da forte réplica registada ontem, com uma magnitude de 6,4 na escala de Richter, a mais elevada das que foram sentidas na zona do epicentro desde o terramoto do dia 12 de Maio. Pelo menos oito pessoas morreram e várias ficaram feridas devido a esse novo abalo sísmico.

Segundo os mais recentes dados oficiais, as vítimas mortais do terramoto de 12 de Maio elevam-se a 65.000, estando outras 23.000 desaparecidas.

Deslizamentos de terra criam 34 lagos

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, o terramoto provocou a formação de 34 lagos na província, que estão a bloquear o curso normal dos rios da região.

O de Tangjashan, na localidade de Beichuan (situada no fundo de um abrupto e frondoso vale), dobrou de tamanho em apenas quatro dias.

O nível da água está a apenas 29 metros abaixo do nível da barreira construída para defender a população. Segundo as autoridades, o lago comporta actualmente 138 milhões de metros cúbicos de água, o que justifica os temores de uma inundação devastadora.

Entretanto, outras 69 barragens, afectadas pelas réplicas, estão em risco de rebentar, situação agravada pelo início das monções. Segundo o Ministério de Recursos da Água, 700.000 sobreviventes do terramoto estão agora em perigo ante o risco eminente de transbordo dessas reservas, pelo que dezenas de milhares de pessoas estão a abandonar as suas terras.