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Atualidade / Arquivo

Morto era proprietário de vários bares

O empresário de 75 anos já tinha sido alvo de um atentado e era testemunha num processo que estava a decorrer em tribunal.

Pedro Chaveca

O homem que morreu esta madrugada, depois de um engenho ter explodido no carro onde seguia, chamava-se José Gonçalves, tinha 75 anos e era o proprietário do bar "Avião", junto ao aeroporto de Lisboa.

Com o empresário da noite seguiam duas mulheres, que foram encaminhadas para o hospital para receberem tratamento a ferimentos ligeiros.

Segundo testemunhos de alguns funcionários do bar, que deixavam o trabalho naquela altura, a explosão ocorreu escassos 40 metros após o automóvel ter saído do estacionamento.

No local decorrem as investigações, a cargo da Polícia Judiciária, o que levou a PSP a condicionar o trânsito na segunda circular em ambos os sentidos. Neste momento a situação já está normalizada.

Segundo declarações prestadas à Lusa, esta medida de precaução teve como objectivo averiguar se existe mais algum engenho explosivo nas imediações e proteger o espaço onde decorrem as investigações.

Em redor do automóvel foi feito um perímetro de segurança, tendo o departamento de minas e armadilhas da PSP procedido a duas explosões controladas: uma de uma mala suspeita no interior do veículo e outra para abrir o porta-bagagens da viatura.

De momento o pouco que se sabe sobre os contornos de mais este incidente passado na noite lisboeta, é que José Gonçalves já tinha sido baleado há cerca de dois anos e que para além de ter outros bares, era testemunha num processo judicial.

A possibilidade de se ter tratado de um ajuste de contas começa a ser levada em conta, pois o engenho explosivo foi colocado de uma forma direccionada, de maneira a atingir unicamente o condutor.

As cassetes de vídeo vigilância já foram confiscadas pela PJ.