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Morreu Henrique Viana

Henrique Viana foi "um actor brilhante, mas uma pessoa modesta que nunca quis chamar a atenção", diz Raul Solnado.

Morreu Henrique Viana, 71 anos, de cancro. O actor estava internado no Hospital dos Capuchos, em Lisboa. Era um dos mais requisitados da televisão portuguesa. Entre as várias personagens que encarnou, destaca-se o Crispim da série televisiva "Alves dos Reis". Distinguiu-se também pela interpretação no filme "A Maluquinha de Arroios", em que fez o papel de Conde, bem como por ter protagonizado "O Porteiro", peça de Harold Pinter.

O actor – que conheceu o êxito ao lado de Raul Solnado, com quem contracenou e de quem era amigo – participou em cerca de 50 filmes. O último dos quais foi "Julgamento", de Leonel Vieira, que estreará no Outono.

Henrique Viana contracenou com o actor Alberto Villar na que foi a sua última peça – "O Terramoto" – levada à cena o ano passado no Teatro da Trindade, em Lisboa.

"Actor brilhante"

Henrique Viana contracenou com vários actores ao longo de mais de 50 anos de carreira, tendo feito parte do núcleo fundador do Teatro do Nosso Tempo. Integrou ainda o Teatro da Estufa Fria e, a partir de 1971, a companhia do Teatro Villaret.

"Começou como galã de bairro, evoluiu muitíssimo sob a direcção de Henrique Santana, e depois cresceu por si, pois era muito empenhado em tudo o que fazia", afirmou o actor Alberto Villar, actualmente director de cena do Teatro Rivoli.

Para Raul Solnado, Henrique Viana foi "um actor brilhante, mas uma pessoa modesta que nunca quis chamar a atenção".

Henrique Viana estreou-se como amador em 1956, entrou para o Conservatório três anos depois, mas acabou por não concluir o curso por ter sido chamado por Amélia Rey Colaço para integrar a companhia do Teatro Nacional D. Maria II.

Estreou-se no cinema em 1962, sob a direcção de Pedro Martins, no filme "Aqui há fantasmas". Nesse ano, passa integrar a Empresa de Teatros Vasco Morgado.

Em 1967, no Teatro Variedades, estreou-se na Revista em "Sete Colinas", de César de Oliveira, Rogério Bracinha e Paulo Fonseca.