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Morreu Ferenc Puskas

Ex-jogador estava internado há seis anos a lutar contra a doença de Alzheimer. O seu estado agravou-se devido a uma pneumonia. Faleceu esta madrugada.

O mundo do futebol acordou hoje de luto. A notícia da morte de Ferenc Puskas, durante a madrugada, chocou todos os amantes do jogo. Depois de cerca de seis anos internado, numa luta constante contra a doença de Alzheimer, uma pneumonia agravou muito o seu estado de saúde e nem a "genialidade" do pequeno Puskas foi suficiente para vencer este jogo.

Aos 79 anos, o mundo vê partir um nome que será sempre recordado como um dos melhores de todos os tempos.

Nascido a 2 de Abril de 1927, Puskas não representava o ideal do jogador de futebol. Mas o que lhe faltava na fisionomia, sobrava-lhe em talento. Cresceu no Honved, o clube do exército húngaro, onde ganhou a alcunha de "Major Galopante". Viveu durante um período conturbado da história, que o marcou ainda mais por ser militar. Em 56 foi forçado a abandonar o país, juntamente com outros jogadores, depois da reacção da Hungria ao domínio soviético.

Um dos maiores goleadores de sempre

Depois disso, esteve suspenso pela FIFA durante dois anos, mas conseguiu aparecer em grande, já com 32 anos, no Real Madrid. Foi ao serviço dos merengues que alcançou os maiores feitos. Representou o clube «blanco» entre 1958 e 1967, conseguindo a impressionante marca de 512 golos em 528 jogos. Ao lado de jogadores como Alfredo Di Stefano, Kopa ou Gento, ajudou a fazer do Real Madrid um dos maiores clubes do Mundo.

Durante a sua brilhante carreira, Puskas foi internacional húngaro por 84 vezes, tendo apontado 83 golos. Liderou a selecção magiar à conquista dos Jogos Olímpicos de 1952. Fez parte da selecção húngara que maravilhou tudo e todos no Mundial de 1954, numa equipa que será sempre lembrada como uma das melhores de sempre.

Em 1962 naturalizou-se espanhol, ainda a tempo de representar a selecção do país vizinho no Campeonato do Mundo do mesmo ano.

O Real Madrid, através do seu «site» oficial, já manifestou "a profunda tristeza de toda a família madrilista pelo desaparecimento de uma das suas maiores lendas".