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Atualidade / Arquivo

Ministério propõe plano recorrendo ao Serviço Nacional de Saúde

O ministério da saúde elaborou um plano de intervenção para resolver o problema das listas de espera de consultas oftalmológicas num ano, recorrendo ao sector público.

O Governo estabeleceu o prazo de um ano para resolver o problema das listas de espera para cirurgias oftalmológicas e consultas da especialidade, recorrendo ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Esta tarde será apresentado o plano de intervenção em oftalmologia, que custará ao Estado 33 milhões de euros. Os hospitais que adiram ao programa vão receber um extra para terem médicos a trabalhar até mais tarde e ao fim-de-semana. E por cada cirurgia paga à parte o hospital terá de assegurar 2,5 primeiras consultas de especialidade, para que a produção normal do SNS não seja afectada.

Os administradores hospitalares consideram o plano positivo. Mesmo assim, em declarações à TSF, Manuel Delgado, líder Associação dos Administradores Hospitalares, manifestou dúvidas se os médicos vão manter o ritmo de trabalho normal que justifique o trabalho extra.

"Não faria sentido que se produzisse menos na programada e depois estivéssemos todos a trabalhar para ganhar horas extra em função da produção. Temos de equilibrar bem a produção normal e a produção adicional", disse.

O líder da comissão que estudou soluções para as listas de espera e que propôs a contratação de serviços externos ao SNS, adianta que esta medida não vai resolver todos os problemas.

"Terá de ser tudo enquadrado numa solução global, não só o programa que irá ser anunciado hoje pela senhora ministra, mas também a própria actividade normal dos serviços", disse Florindo Esperancinha à TSF.