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Atualidade / Arquivo

Minho já assinou contrato

Numa região particularmente afectada pelo desemprego, António Cunha, reitor da Universidade do Minho (UM), olha para o lado positivo dos números e vê no cenário actual uma oportunidade para corrigir falhas do passado. "Num contexto como este, a Universidade tem de fazer um esforço de reacção e aproveitar para formar pessoas, reconvertê-las, dar oportunidades a quem, por falta de vontade ou possibilidade, não tirou um curso superior", diz.

Ora, se a aposta em ofertas pós-laborais e a abertura a novos públicos já fazia parte das prioridades do programa de desenvolvimento UM para os próximos anos, mais força ganhou com o anúncio governamental da assinatura de um contrato de confiança que pede às instituições para fazerem mais ao nível da qualificação da população activa.

Em total consonância com a política do Executivo, a Universidade do Minho conseguiu antecipar-se e assinar em Fevereiro o primeiro contrato com a tutela. Em "troca" de mais 10 milhões de euros, compromete-se a qualificar cerca de 5.800 activos até 2013, com cursos de licenciatura, mestrado e livres, fundamentalmente em regime pós-laboral.

"Vamos generalizar a oferta a este nível e ainda avançar com alguns cursos de ensino à distância", descreve António Cunha. Quanto à capacidade para atrair novos alunos, o reitor desvaloriza os custos associados à frequência de um curso superior, mas admite a necessidade de conceber outros apoios sociais para potenciais candidatos desempregados e com dificuldades financeiras, que não caem contudo no conceito tradicional de bolseiros. "A possibilidade de haver alguma articulação com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social está em cima da mesa", anuncia.