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Atualidade / Arquivo

Militares da GNR despedem-se de camarada morto

Corpo do militar da GNR que faleceu num acidente de viação em Timor-Leste seguiu hoje para Portugal. Militares do sub-agrupamento Bravo da GNR em Díli despediram-se no aeroporto. (Veja o vídeo no fim do texto).

Os militares do Sub-agrupamento Bravo da GNR a prestar serviço em Díli despediram-se hoje do sargento-ajudante Hermenegildo Marques, falecido na segunda feira num acidente em serviço, durante uma cerimónia realizada no Aeroporto de Díli.

"Este é o dia da nossa dor, mas também é o dia de cerrar fileiras, de prometer que continuamos, o dia de olharmos para o exemplo de Hermenegildo Marques que nos acompanhará até ao fim", disse o comandante da GNR, capitão Marco Santos, exprimindo a tristeza comum.

Na cerimónia realizada no Aeroporto Nicolau Lobato, Marco Santos lembrou as tarefas arriscadas que Hermenegildo Marques "desempenhou com profissionalismo",

enquanto chefe da equipa de inativação de explosivos, a que um acidente pôs termo.

Perante o corpo, Marco Santos respondeu visivelmente emocionado à chamada, em nome de Hermenegildo Marques, dizendo "presente", porque, conforme disse, estará sempre presente na memória dos camaradas de armas.

"Uma honra para nós termos servido juntos"

Luís Carrilho, que comanda em Timor-Leste as forças policiais das Nações Unidas, referiu ser "um sonho e uma ambição de longa data do sargento-ajudante Marques servir numa missão de paz das Nações Unidas", que acabou de forma trágica.

Desejando também rápida recuperação ao cabo José Branquinho, ferido no mesmo acidente, Luís Carrilho deixou "um último adeus na derradeira viagem de regresso a casa" do sargento-ajudante.

"Camarada Hermenegildo Marques: foi uma honra para nós termos servido juntos Timor-Leste e as Nações Unidas", disse.

Perante elementos de todas as forças policiais presentes em Timor-Leste e com guarda de honra em que participou a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), a urna foi depois conduzida até uma aeronave da ONU estacionada na pista, num cortejo que incorporou o embaixador de Portugal, Luís Barreira de Sousa, elementos do corpo diplomático, autoridades civis e militares, colegas e amigos.