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Militar português morre em acidente de viação em Timor-Leste

Acidente ocorreu às 22h de domingo em Lisboa, quando o jipe onde seguiam dois militares, de uma equipa de inativação de explosivos, se despenhou numa ravina.

Os dois militares sinistrados em Timor-Leste, um dos quais faleceu, iam desativar um engenho explosivo encontrado em Uatulari, Viqueque, quando o jipe em que seguiam se despenhou numa ravina, disse à Lusa o comandante do Subagrupamento Bravo da GNR.  

Segundo o capitão Marco Santos, a viatura da equipa de inativação de explosivos, acompanhada de outra viatura de escolta, com mais três militares e um elemento do INEM, que habitualmente acompanha esse tipo de missões, deixou a unidade de madrugada, para se dirigir ao distrito de Viqueque, na costa sul do país. "O destino final era a aldeia de Uatulari, onde havia sido encontrado o que seria um engenho explosivo, que iriam neutralizar", disse Marco Santos.

O acidente ocorreu a cerca de 10 quilómetros de Manatuto, pelas 6h locais (22h de domingo em Lisboa). "Numa curva à direita bastante apertada e em zona de escarpa, a viatura da frente não conseguiu descrever a curva e precipitou-se na ravina", contou.

Socorro em local de difícil acesso

"Os colegas do carro que seguia atrás aperceberam-se e procuraram de imediato aceder ao local, com o equipamento do INEM", prosseguiu. "Quando conseguiram chegar ao ponto onde a viatura tinha caído, de difícil acesso, depararam com o condutor, o cabo José Branquinho, de Santa Comba Dão, aparentemente com escoriações e ematomas, enquanto era visível que o estado do acompanhante, o sargento-ajudante Hermenegildo Marques, de 42 anos, residente em Évora, era já preocupante, disse o capitão Marco Santos. 

O primeiro dos feridos retirado do local foi o cabo José Branquinho, que foi transportado com dificuldade através de uma linha de água, dado o local ser bastante íngreme. 

"Hermenegildo Marques, ainda com sinais vitais recebeu logo ali operações de reanimação com oxigenação artificial, pelo elemento do INEM que acompanhava a missão, e foi-lhe feita oxigenação artificial até à chegada das ambulâncias", disse o capitão Marco Santos. 

Sobrevivente transferido para Austrália

Os dois feridos foram transportados para a unidade hospitalar das Nações Unidas, em Díli, mas Hermenegildo Marques acabaria por falecer às 10h40 locais (2h40 em Lisboa). 

O corpo de Hermenegildo Marques deverá seguir para Portugal, devendo os colegas prestar-lhe homenagem em cerimónia de despedida a realizar no aeroporto de Díli, nos próximos dias. 

O cabo José Branquinho foi transportado para a Austrália, como medida de precaução, mas o seu estado é considerado "estável". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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