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Milhares assinam petição contra encerramento temporário da Bibilioteca Nacional

O facto de os acervos de Leitura Geral e de Reservados da Biblioteca Nacional ficarem indisponíveis ao público por entre cinco e dez meses motivou uma petição digital, que reuniu mais de 1300 assinaturas em dois dias. 

O facto de os acervos de Leitura Geral e de Reservados da Biblioteca Nacional ficarem indisponíveis ao público por entre cinco e dez meses motivou uma petição digital, que reuniu mais de 1300 assinaturas em dois dias.     A petição, intitulada "Contra o Encerramento da BNP" e disponível desde terça feira no endereço www.peticao.com.pt/encerramento-bnp, critica que a informação sobre as obras de remodelação e alargamento do edifício tenha sido tornada pública apenas no dia 8 deste mês, tendo em conta as perturbações que irá causar a quem recorre à instituição para desenvolver trabalho académico.   Para os peticionários, a interrupção nos serviços da Biblioteca Nacional devia ser publicamente comunicada com, "no mínimo", um ano de antecedência, "para que as várias partes envolvidas (universidades, instituições de financiamento, estudantes, investigadores) pudessem planear o seu trabalho em função desses dados".  

Serviçoes indisponíveis durante vários meses 

Os serviços de Leitura Geral da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) vão estar indisponíveis por nove meses e meio, entre 15 de novembro e 31 de agosto de 2011, e os Reservados ficarão inacessíveis durante cinco meses, de 1 de abril a 31 de agosto do próximo ano, períodos que os peticionários (identificados como "cidadãos e utilizadores da BNP") criticam.   "Embora conscientes das inequívocas vantagens inerentes à ampliação do edifício de depósitos da biblioteca, consideramos o planeamento dos trabalhos estipulado inaceitável e solicitamos que seja repensado", afirmam os autores da petição, para os quais a "transferência dos fundos" devia ser levada a cabo "de forma faseada", evitando "um encerramento integral tão longo".   "O encerramento durante quase um ano de uma instituição que detém coleções sem alternativas (Secção de Reservados, espólios do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, Secção de Periódicos, por exemplo) é incompatível com o prosseguimento da actividade científica de largas dezenas de estudantes e investigadores que necessitam desse material", lê-se no texto, que já ultrapassou os 1300 subscritores.  

"Não existem alternativas" à BNP 

Para os autores da petição, "independentemente de existirem outras bibliotecas com depósito legal, é do conhecimento geral que, para uma parte substancial do acervo bibliográfico e documental da BNP, não existem alternativas nem em Lisboa nem em nenhuma outra biblioteca ou arquivo do país".     Nesse sentido, a indisponibilidade dos acervos da BNP "comprometerá a viabilização de projetos em curso, muitos deles com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ou de outras instituições, e porá em causa o cumprimento de calendários e compromissos académicos estabelecidos", queixam-se.     Os peticionários solicitam que se reconsidere o plano de transferência, no sentido de "se atrasar o encerramento da BNP para depois de junho de 2011, dando um mínimo de um ano de antecedência ao anúncio" e se faseiem os trabalhos, "de modo a reduzir o tempo de encerramento integral dos referidos núcleos da BNP".    *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***  

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.