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Miguel Relvas pede "moratória" ao PSD

Miguel Relvas declara apoio a Mendes nas directas do PSD. E pede ‘’a todos os protagonistas do partido uma moratória até 2009’’.

Miguel Relvas, ex-secretário-geral do PSD e peça-chave do chamado núcleo barrosista do partido, vai apoiar Marques Marques nas directas de Setembro. Em declarações ao Expresso, Relvas justifica a sua decisão por razões "de estabilidade", alegando que, tal como os governos, também os líderes da oposição devem cumprir os mandatos".

"Marques Mendes foi eleito no Congresso de Pombal para um ciclo de três eleições – autárquicas, presidenciais e legislativas -, e esse ciclo só se esgota em 2009", conclui o deputado, que se mostra muito preocupado com "os danos irreparáveis" que o actual clima interno tem provocado na imagem do partido e diz que "todos têm obrigação de marcar posição".

"O país está cansado dos problemas do PSD e é essencial que haja senso e bom senso a partir de dia 28", afirma o deputado, que defende ser "indispensável uma moratória entre todos os protagonistas políticos do partido, por forma a que não haja mais divisões até 2009". Nesse sentido, Miguel Relvas diz esperar que, qualquer que seja o resultado das directas para a eleição do líder, ‘’quem ganhe comece a unir o partido e a alargar, logo no dia 29’’. E que o PSD consiga ‘’tornar-se atrativo perante o país, com uma agenda que coincida com os interesses e preocupações dos portugueses e com propostas concretas e sustentadas’’.

"Espero que esta campanha interna ainda permita perceber algumas das propostas com que que o PSD deverá apresentar-se às eleições legislativas de 2009", diz.

Confrontado com as divisões que esta disputa pela liderança do partido provocou entre os barrosistas – divididos entre Mendes e Luís Filipe Menezes, depois da desistência de José Pedro Aguiar Branco – Miguel Relvas diz que não faz sentido falar mais do que teria sido melhor se surgisse uma terceira via, porque "o PSD não pode andar à procura de um D. Sebastião". "Temos que optar entre os protagonistas que aí estão", conclui, para justificar a sua preferência pela reeleição do actual líder.