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Menezes propõe acordo PSD/Governo nas SCUT

Para o autarca da Câmara de Gaia a solução passa, inevitavelmente, pela "universalidade do pagamento das SCUT" e pela isenção do pagamento em "trajetos de proximidade" para os quais "não há alternativa".   

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, manifesta-se hoje favorável a um acordo PSD/Governo sobre portagens nas SCUT desde que "defenda os interesses dos cidadãos do norte". 

Para Luís Filipe Menezes, o PSD "fará um bom serviço" se for "um interlocutor responsável que leve ao encontrar de uma solução aceitável que defenda os interesses do Estado, mas também defenda o interesse dos cidadãos e, neste caso, da região". 

Questionado se concorda com o autarca do Porto, Rui Rio, segundo o qual as pessoas da região norte estão "à beira de poderem revoltar-se" por causa da introdução de portagens nas SCUT, Luís Filipe Menezes disse que "o tempo da Maria da Fonte já lá vai há muito". 

"Sou tão nortenho, social democrata, não liberal que já fiquei para a história com afirmações tão contundentes nessa área, que hoje não tenho necessidade de me pôr em bicos de pés para parecer defensor do norte", concluiu.

Luta deve ser feita na Assembleia da República

Para Luís Filipe Menezes, que falava hoje aos jornalistas à margem da cerimónia do hastear das bandeiras azuis nas praias do concelho, o protesto deve ser feito na Assembleia da República. 

O antigo líder do PSD salientou "o Governo entrou num beco sem saída" e que "a solução" a encontrar terá, inevitavelmente, que passar pela "universalidade do pagamento das SCUT" e pela isenção do pagamento em "trajetos de proximidade" para os quais "não há alternativa". 

"Qualquer acordo que vise encontrar uma solução sensata é um bom acordo. Não sei se o partido está a negociar ou não, mas se estiver está a dar um contributo para que o problema se resolva", disse. 

Norte discriminado

Criticando a "forma inábil" como o Governo está a gerir a questão da introdução das portagens nas três SCUT localizadas na zona norte, Luís Filipe Menezes reafirma que "há uma manifesta injustiça". 

"Há uma manifesta injustiça, parece que temos algum pecado grave", diz, acrescentando que no "pós-25 de abril que a região norte foi sempre descriminada negativamente" no que diz respeito a investimento públicos ligados a infraestruturas.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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