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Medvedev receia expansão da NATO a leste

O Presidente russo, Dmitri Medvedev, não se opõe ao crescimento da NATO mas receia a sua expansão para leste.

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, que se encontra de visita oficial à Ucrânia, declarou hoje que o seu país não se opõe à NATO, mas receia a sua expansão para leste.

"Não gostamos da ideia da ulterior ampliação da NATO. Não é que nos oponhamos a essa [aliança], mantemos uma relação de associação com a NATO, mas trata-se de uma aliança militar em que a Rússia não participa. Quanto mais perto das nossas fronteiras, menos cómodos nos sentimos", afirmou Medvedev durante um encontro com alunos e professores da Universidade de Kiev.

O dirigente russo sublinhou que o desaparecimento do antigo bloco comunista provocou "alterações tectónicas no mapa político da Europa" e deu origem a numerosos conflitos armados. Destacou a importância dos recentes acordos assinados entre Moscovo e Kiev que permitem à frota militar russa do Mar Negro continuar na base de Sebastopol até 2042, ou seja, mais 25 anos do que o inicialmente previsto.

Estabilidade e segurança são importantes

Medvedev acrescentou que isso é importante não só para a Rússia, mas também para a Ucrânia, Europa, NATO, porque garante a estabilidade e segurança na região do Mar Negro.

"A meu ver, as vantagens são de todo evidentes tanto para a Ucrânia, como para a Europa, porque nós, desse modo, conservamos o sistema de divisão de riscos já estabelecido", frisou.

À pergunta se a Rússia poderá usar a base de Sebastopol para atacar os seus vizinhos, respondeu: "Não o faremos. Somos uma nação pacífica".

O Presidente russo ofereceu também os serviços do seu país para fazer pressão a favor da Ucrânia junto das instituições financeiras internacionais.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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