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Mariza apanhada num golpe militar

A fadista estava a dar um concerto na capital tailandesa quando foi declarado "estado severo de emergência" no país.

“Há um silêncio fora do habitual nas ruas mas não vejo sinais de violência”. Foi assim que Mariza descreveu ao EXPRESSO o ambiente em Banguecoque, depois de ter sido apanhada de surpresa pelo golpe militar na Tailândia, há menos de três horas.

Depois do concerto que deu hoje no 8.º Festival Internacional de Dança e Música de Banguecoque, Mariza foi informada pelo embaixador português sobre um “suposto golpe de estado em curso”, mas sem motivos para qualquer “sinal de alarme”. Já no hotel, a cantora portuguesa revelou que “as pessoas não estão nervosas”, embora não se sinta a “agitação nocturna habitual”. A população “parece estar recolhida em casa” e as “televisões só passam imagens do rei e músicas tradicionais”.

O primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra, que está em Nova Iorque a participar na Assembleia Geral da ONU, declarou estado de emergência em Banguecoque após dez tanques terem sido vistos a rondar a sede do governo.

No entanto, para Mariza, “a situação mais fora do comum é mesmo a presença de militares nas ruas, com faixas brancas penduradas nas armas”. A fadista, cujo concerto foi aplaudido de pé pela própria princesa tailandesa afirma ainda: “Não vi os tanques de que se fala e os militares por quem passámos na viagem, até ao hotel, estavam apenas a pé e bastante espaçados.”

Para já, o único contratempo revelado pela organização do festival é a possibilidade de um bloqueio do espaço aéreo. “Temos voo marcado para as 8 horas da manhã e ainda não sabemos se vai ser possível sair do país”, conta Mariza, cujo próximo concerto, agendado para quinta-feira, em Seul, poderá vir a ser adiado se a situação piorar.

Satisfeita com a passagem de quatro dias pela Tailândia, a fadista mostra-se optimista: “As pessoas são muito pacíficas, acho que não vamos ter problemas”.