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Maré negra: BP aceita financiar €16 mil milhões

Valor do fundo para indemnizações não é um limite, garantiu o presidente dos EUA, Barack Obama.

A BP concordou hoje em financiar em 20 mil milhões de dólares (16 mil milhões de euros) um fundo para indemnizar pessoas que tenham sido prejudicadas pelo derrame de petróleo no Golfo do México, mas tal verba não é um limite, disse Barack Obama.

A declaração do presidente dos EUA foi feita depois de uma reunião, na Casa Branca, com o presidente da empresa, Carl-Henric Svanberg.

Obama disse que os 20 mil milhões de dólares dão uma garantia substancial de que as reclamações legítimas feitas por pessoas e empresas da região afetada serão honradas.

Presidente da BP apresenta desculpas

O presidente da BP, Carl-Henric Svanberg, apresentou as suas desculpas ao povo dos EUA pelo derrame de petróleo causado pela sua empresa no Golfo do México.

Svanberg expressou ainda o seu apreço pela paciência dos norte-americanos para com os trabalhos da empresa, que procura acabar com a fuga de petróleo desde o fim de abril.

O dirigente da BP fez estas declarações no final de uma reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, na Casa Branca.

Svanberg lamentou as vítimas do desastre ambiental, dizendo: "Este trágico acidente (...) nunca deveria ter acontecido."

Na explosão da plataforma, ocorrida em 20 de abril, morreram 11 pessoas.

Cotação bolsista pulou

O presidente da BP garantiu que a empresa vai suspender o pagamento do seu dividendo trimestral como parte dos seus compromissos para compensar as vítimas do derrame de petróleo no Golfo do México.

Quando o anúncio foi feito, a cotação das ações da BP pulou 3,6 por cento, para 32,53 dólares, na bolsa de Nova Iorque.

A BP disse, em comunicado, que tinha cancelado o pagamento do dividendo previsto para 21 de junho, relativo ao primeiro trimestre, que estava estimado em 2,6 mil milhões de dólares, e que não declarará dividendos no segundo e terceiro trimestres.

Obama e congressistas influentes pressionaram a BP nas últimas semanas para que suspendesse o pagamento de dividendos e garantisse que estava em condições de respeitar os seus compromissos para as pessoas e as empresas do Golfo do México prejudicadas economicamente pelo derrame de petróleo.

A BP acrescentou que ponderaria voltar a pagar dividendos relativos ao quarto trimestre do ano, quando divulgar os resultados do exercício neste período de tempo.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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