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Atualidade / Arquivo

Manuel Pinho falha agenda de Cavaco

Os jornalistas pediram uma reacção do ministro da Economia sobre a deslocalização da Johnson. Manuel Pinho despareceu.

A meio da tarde Manuel Pinho desapareceu da comitiva. O ministro da Economia foi informado que os jornalistas que acompanham a visita de Estado de Cavaco Silva a Espanha queriam falar com ele, sobre a intenção da Johnson Controls encerrar as duas unidades industriais que tem em Portugal, transferindo-as para Espanha.

As duas fábricas estão instaladas em Nelas e Portalegre e empregam actualmente 875 trabalhadores.

Desde que chegou a Madrid, na segunda-feira, Manuel Pinho tem estado, quase sempre, em contacto com Portugal via telemóvel. Hoje, ainda na Moncloa, durante o almoço com o presidente do Governo espanhol, ficou a saber que os jornalistas queriam confronta-lo com as intenções da Johnson Controls. Mas o ministro desapareceu.

Ao contrário dos outros membros do Governo que acompanham o presidente da República, Manuel Pinho faltou à sessão solene no Parlamento espanhol, em honra de Cavaco Silva.

Segundo noticiou a Lusa, o Governo vai tentar demover a Johnson Controls de encerrar as fábricas de interiores de automóveis de Nelas e Portalegre.

António Castro Guerra, Secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura dos contratos de transferência dos activos de gás natural da Galp para a REN, assegurou que “o Governo ainda não desistiu” de manter a empresa em Portugal.

“Vai iniciar-se um processo ao mais alto nível, no sentido de os aliciar a novos investimentos em Portugal, preferencialmente nos sítios onde estão a desinvestir agora”, afirmou o secretário de Estado, que hoje se reuniu com a administração da empresa norte-americana.

A Johnson Controls comunicou hoje aos trabalhadores a intenção de encerrar as fábricas de Nelas (Viseu) e Portalegre durante 2007, o que põe em causa 875 postos de trabalho.