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'Manif' mostra disponibilidade dos portugueses para lutar

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, diz que a adesão à manifestação mostra disponibilidade dos portugueses para lutar

José Ventura

Bandeiras e faixas em punho os manifestantes vindo de todo o país protestam hoje em Lisboa contra as medidas de austeridade. Clique para visitar o dossiê Aumento de impostos

A manifestação da CGTP arrancou hoje, pelas 16h00 do Marquês de Pombal em direção à Praça dos Restauradores, com largas centenas de pessoas vindas de todo o país a responderem ao apelo da central sindical. 

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Com bandeiras e faixas em punho os manifestantes protestam pela avenida da Liberdade, em Lisboa, contra a atual situação do país. O desemprego, o aumento dos impostos, a baixa dos salários e o PEC são os principais "alvos" dos portugueses que estão no protesto. 

A CGTP convocou os trabalhadores de todo o país para a manifestação desta tarde contra as medidas de austeridade e prevê que este seja um dos maiores protestos de sempre. 

O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que a adesão à manifestação convocada pela CGTP mostra ao Governo que os portugueses estão dispostos a lutar pelos seus direitos e não vão ficar calados.  

"Vai ser uma grande manifestação. Também é uma vitória sob essa conceção de que os portugueses devem baixar os braços", disse o dirigente do PCP aos jornalistas. 

"UGT tem posição de um vencido"

Momentos antes de se iniciar a manifestação, Jerónimo de Sousa acrescentou que "se o Governo achar mole [a atitude dos portugueses], com certeza carregará mais em direção aos direitos, aos salários e aos impostos". 

Para o líder comunista, esta manifestação "não é um ponto de chegada, mas uma grande afirmação dos trabalhadores portugueses a uma política injusta".

Questionado sobre as afirmações do dirigente da UGT, João Proença, de que esta manifestação irá comprometer a imagem de Portugal no estrangeiro, Jerónimo de Sousa afirmou que essa é a "posição de um vencido". 

"É a posição de um vencido, de um conformado. Mesmo no seio da UGT há muita gente indignada", acrescentou. 

"A direção da UGT faz o seu papel histórico. Está a fazer o papel de figurante", afirmou Jerónimo de Sousa.