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Maioria de residentes em lares recusaria pedir ajuda para morrer

Estudo da Faculdade de Medicina do Porto publicado esta terça-feira revela que a morte assistida é rejeitada mesmo em casos de doença grave e de sofrimento profundo.

A grande maioria dos indivíduos que vivem em lares nunca pediriam a um profissional de saúde que os ajudasse a morrer. A ideia mantém-se mesmo nos casos de doença muito avançada ou de grande sofrimento. A conclusão consta de um estudo do catedrático da Faculdade de Medicina do Porto e Presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, divulgado esta terça-feira.

O Inquérito Nacional à Prática da Eutanásia envolveu 810 inquiridos, 70% mulheres, actualmente residentes em 47 lares. A possibilidade de prática da eutanásia foi rejeitada por 65,5% dos participantes. A publicação de uma lei que permitia a familiares decidir sobre o fim da vida do doente foi igualmente posta de parte mas por uma percentagem menor. Neste caso, 53,6% disse não contra 46,4% que votou pelo sim.

Sobre as razões que levaram os inquiridos ao lar, 26,3% revelou dever-se ao facto de viver sozinho e 24,8% pela incapacidade em se auto-cuidar. Quase todos católicos, os inquiridos admitiram que pensam muitas vezes na morte (31,7%) mas a maioria (58,5%) nunca desejou morrer.