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Atualidade / Arquivo

Maior dos planetas anões baptizado Eris

O até agora conhecido como '2003 UB313' foi baptizado com o nome da deusa grega da discórdia e do conflito: Eris.

A União Astronómica Internacional (UAI) deu esta semana mais um passo na redefinição do sistema solar ao baptizar de Eris o planeta anão até agora conhecido por 2003 UB313 e que esteve na génese do processo que culminou na despromoção de Plutão do grupo de planetas clássicos. O nome da deusa grega da discórdia e do conflito tornou-se uma escolha óbvia depois do aceso debate despoletado pela descoberta do corpo gelado, cujo diâmetro é ligeiramente superior ao de Plutão.

“Era demasiado perfeito para resistir”, afirmou à Associated Press Mike Brown, o astrónomo do California Institute of Technology que descobriu o objecto celeste em Janeiro de 2005 e propôs o nome agora aprovado pela UAI. Brown tinha inicialmente pensado baptizar a descoberta de Xena, em homenagem à princesa guerreira da série televisiva, mas mudou de opinião depois de toda a polémica que esta despoletou em torno da definição do conceito planeta e do estatuto de Plutão.

Na mitologia, Eris era a irmã do deus da guerra, Ares, cujo comportamento problemático lançou gregos e troianos em guerra. Na nova ordem astronómica, é o objecto mais longínquo conhecido no sistema solar e o maior dos dois planetas anões (2.398 quilómetros de Plutão contra 2.228 de Plutão).

Em 24 de Agosto, a UAI havia decidido retirar Plutão do conjunto de planetas clássicos e inclui-lo juntamente com Eris numa nova categoria de planetas anões. A decisão foi já contestada por um grupo de trezentos cientistas americanos, que puseram a circular uma petição que rejeita o novo conceito de planeta e garantem estar a organizar uma conferência para encontrar uma definição melhor.