Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Luís Filipe Menezes já é o segundo líder partidário mais popular

No seu mês de estreia, o novo líder do PSD alcança um bom resultado no ranking da popularidade. José Sócrates capitaliza na UE e volta a subir.

Fernando Diogo

Clique para ver o gráfico em formato PDF

Clique para ver o gráfico em formato PDF

Luís Filipe Menezes estreou-se na sondagem Expresso/ SIC/ R. Renascença/ Eurosondagem com um saldo positivo de 4,5%, resultado que o colocou de imediato no segundo lugar do ranking de popularidade dos líderes partidários. O 'fenómeno Menezes' arrastou também uma forte subida do PSD nas intenções de voto (+2,6%), facto inédito nos últimos meses do consulado Marques Mendes, mas não teve efeitos negativos no espaço socialista.

Clique para ver o gráfico em formato PDF

Clique para ver o gráfico em formato PDF

José Sócrates ainda em estado de graça pelo êxito alcançado com assinatura do tratado reformador europeu alargou o seu capital de simpatia (+0,6%) e o PS com uma melhoria residual de 0,1% permanece na zona da maioria absoluta com 45,5%.

Aliás, o único dirigente a descer nos últimos 30 dias foi o comunista Jerónimo de Sousa (-0,8%) que levou conisgo a CDU (-1,3%), pois tanto Paulo Portas como Francisco Louçã conheceram melhorias de 1% e 0,9% e estiveram melhor do que os seus partidos: o CDS perdeu 0,2% e o BE manteve a mesma percentagem do mês anterior, 5,9%.

Clique para ver o gráfico em formato PDF

Clique para ver o gráfico em formato PDF

Curiosamente, os órgãos de soberania foram duramente castigados no nosso barómetro. O Presidente da República, que esteve bastante activo nos últimos trinta dias, sofreu uma significativa erosão de 3,2% e viu o seu saldo global fixar-se abaixo dos 50% (+ 48,7%), enquanto o Governo entrou mais uma vez em divergência com o primeiro-ministro e caiu 1,6% e a Assembleia da República deu um trambolhão de 5,8%, passando para terreno negativo.

Ficha Técnica

A sondagem, realizada pela Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença foi efectuada de 24 a 30 de Outubro. Teve por objecto duas perguntas sobre o Tratado de Lisboa, três sobre o PSD e outras quatro sobre o Orçamento do Estado e expectativas sobre a situação económica. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo.

A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (20,5%), Área Metropolitana do Porto (14,6%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (27,8%), Área Metropolitana de Lisboa (27,3%), Alentejo e Algarve (9,8%). Foram efectuadas 1248 tentativas de entrevista telefónica, sendo que em 17,9% houve recusa de resposta. Foram validadas 1025 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 51,2% e masculino 48,8%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 25 anos, 15,5%; dos 26 aos 35, 19,1%; dos 36 aos 45, 19,5%; dos 46 aos 59, 21,7%; e mais de 60, 24,2%. O erro máximo da amostra é de 3,07% para um grau de probabilidade de 95%.