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Lisboa vai ter memorial às vítimas da guerra colonial

Proposta foi apresentada ontem pelo PCP e foi aprovada com os votos favoráveis do PS e do PSD, enquanto o CDS-PP se absteve. 

A Câmara de Lisboa aprovou ontem a criação, por um "artista de renome nacional", de um memorial de homenagem permanente às vítimas das guerras coloniais.

A proposta, apresentada pelo PCP, mereceu os votos favoráveis da maioria liderada pelo PS e do PSD, enquanto o CDS-PP se absteve.

No documento, o vereador comunista Ruben de Carvalho sublinha que as guerras coloniais "deixaram profundas marcas" e traumas nos cidadãos que nelas cumpriram serviço militar, ao ponto de lhes retirar "qualidade de vida pessoal e profissional".

Reparação moral

No caso dos deficientes militares, o autarca diz que a situação destes antigos combatentes exige a "corresponsabilização de todos os agentes sociais".

Ruben de Carvalho considera, por isso, que o país deve "reconhecer o direito à reparação moral que assiste aos deficientes das Forças Armadas", devendo a cidade de Lisboa colocar-se na "linha da frente desse tributo".

O vereador refere que, durante o processo de construção do memorial, a Associação dos Deficientes das Forças Armadas deve ser ouvida e aponta como localização a zona do Cais da Rocha do Conde de Óbidos/Alcântara, de onde partiram tropas portuguesas.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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