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Líder vai ter oposição interna

Menezes não conseguiu travar a oposição interna. Ferreira Leite, Jardim, Aguiar Branco e Sarmento deixaram sinais. Menezes diz que se sabe obrigado ''a apresentar resultados''.  

''As maiorias não se medem aos quilos'', afirmou Luís Filipe Menezes depois de saber dos resultados das votações para a direcção do partido, que o deixaram em minoria no Conselho Nacional.

Duas listas, uma encabeçada por Castro Almeida (que agarrou o legado de Marques Mendes) e outra encabeçada por Pedro Duarte e apadrinhada por Pedro Passos Coelho, somaram mais votos do que a lista do líder, num sinal claro de que a oposição interna quis marcar posição para o futuro.

A recusa de Manuela Ferreira Leite em aceitar o convite de Menezes para a presidência da Mesa do Congresso é outro sinal de que os que defendiam uma 3ª via (para além de Mendes e Menezes) e que não avançaram agora para tomar conta do partido, vão ficar na reserva.

José Pedro Aguiar Branco foi ao Congresso dizer isso mesmo: admitiu candidatar-se ''um dia'' à liderança, e disse-se disposto ''a contribuir para que o PSD seja melhor no futuro do que é hoje''. Morais Sarmento e José Luís Arnaut foram ao Congresso marcar presença e deixar um recado: para eles, o tempo agora é ''de ouvir'' e ambos disseram esperar que Menezes leve o partido a uma vitória em 2009.

Alberto João Jardim foi mais longe: avisou que é preciso ''estar atento e, no primeiro trimestre de 2009, fazer uma avaliação do estado do partido''. Jardim chegou ao ponto de dizer que, se for caso disso, accionar-se-ão ''soluções de emergência para que o partido possa ganhar 2009''.

Para já, Menezes inaugura-se na liderança disposto a unir o partido. Uma tarefa que o silêncio de Rui Rio - que não apareceu no Congresso, não comentou o resultado das directas, mas sabe-se que telefonou a Ferreira Leite para se certificar de que esta não aceitaria o convite do novo líder -, vai tentar ensombrar.

Luís Filipe Menezes começou o discurso de encerramento do Congresso com uma confissão muito lúcida: ''Sei que para unir o partido já não chega fazer arranjos internos. É preciso apresentar resultados".