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Lazio e Fiorentina repescados em Itália

Os clubes recorreram e o Tribunal Desportivo da Federação Italiana de Futebol reduziu as penas. Só o Juventus irá jogar na Série B.

TODOS os clubes envolvidos até agora no processo de fraude desportiva que ficou conhecido como «Calciocaos» (Juventus, Milan, Lazio e Fiorentina) viram as suas penas diminuídas, na sequência dos recursos que apresentaram ao Tribunal Desportivo da Federação Italiana de Futebol.

Os clubes romano e florentino acabaram por ser os mais beneficiados, porquanto foram ambos repescados, escapando assim à descida à Série B, embora iniciem a nova época com 11 e 19 pontos de penalização, respectivamente. O Milan reentra na Liga dos Campeões e a Juventus conseguiu retirar 13 pontos aos 30 de penalização que lhe tinham sido aplicados ainda antes de iniciar o próximo campeonato da Série B.

À Fiorentina foram ainda aplicados três jogos de suspensão do seu estádio e uma multa de 100 mil euros. Quanto à Lazio, não poderá jogar no seu estádio nos dois primeiros jogos em casa da Série A e terá de pagar também 100 mil euros de multa. Relativamente à Juventus, o tribunal manteve a decisão de lhe serem retirados os títulos de campeão nacional conquistados nas duas últimas épocas. Além disso, o clube de Turim foi castigado com três jogos de suspensão e terá ainda de pagar uma multa de 120 mil euros.

O único dos quatro clubes que se mantinha na Série A depois da primeira sentença, o AC Milan viu revogado o impedimento de participar nas competições europeias embora tenha de disputar a última pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Foi ainda punido com uma multa de 100 mil euros e o primeiro jogo em casa não poderá ser efectuado em S. Siro.

O tribunal não tomou qualquer decisão relativamente à atribuição do título na época anterior, mas deverá ratificar o Inter como vencedor uma vez que a equipa de Luís Figo, bem como a Roma, garantiram o acesso directo à liga dos Campeões. A segunda equipa italiana envolvida na pré-eliminatória será o Chievo. Quanto à Taça UEFA, o futebol italiano estará representado pelos clubes Palermo, Livorno e Parma.

Recorde-se que os quatro clubes punidos até ao momento (aguardam-se novos desenvolvimentos, já que a justiça italiana prossegue as suas investigações junto de diversos outros clubes) foram considerados culpados de ter combinado resultados, juntamente com alguns árbitros. Dos dirigentes envolvidos, o ex-director geral e o ex-administrador delegado da Juventus, Luciano Moggi e Antonio Giraudo, respectivamente, viram confirmadas as sentenças, ou seja, cinco anos de inibição no exercício de cargos em instituições desportivas.

O presidente da Lazio, Claudio Lotito, condenado em primeira instância a três anos e meio de impedimento, viu a pena reduzida para dois anos e meio, enquanto ao seu homólogo da Fiorentina, Diego della Vale, foram perdoados apenas três meses dos quatro anos de punição. Adriano Galliani, administrador delegado do AC Milan e ex-presidente da Liga italiana, fica impedido de exercer cargos por nove meses, em vez de um ano.

Para o árbitro Massimo De Santis, que devido a este processo falhou a sua presença no Mundial-2006, foi decretado um afastamento de quatro anos, o que representa um perdão de seis meses face à sentença inicial, ao passo que o seu colega Paolo Dondarini foi absolvido.

Já o ex-presidente da Federação Italiana de Futebol, Franco Carraro, sai deste complicado processo com uma multa de 80.000 euros, depois de a primeira decisão ter ditado quatro anos e meio de inibição de funções.