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Jorge Sampaio otimista em relação ao futuro do país

Jorge Sampaio manifestou-se otimista quanto ao futuro do país, mas avisou que "é preciso encontrar compromissos políticos entre partidos e agentes económicos e sociais".

O ex Presidente da República Jorge Sampaio manifestou-se hoje, em Guimarães, otimista quanto ao futuro do país, mas avisou que "é preciso encontrar compromissos políticos entre partidos e agentes económicos e sociais".    "Quando queremos fazer uma reforma temos de ter aliados e o país precisa, nos próximos dois, três, quatro anos, de saber exatamente qual é a estratégia e esta tem de ser partilhada e assumida por todos", afirmou, em declarações à agência Lusa.     O ex Presidente falava no final da sessão comemorativa do Dia 1 de Portugal, que decorreu no Centro Cultural Vila Flor, ato em que foi agraciado com a Medalha de Ouro da cidade.     Na cerimónia participaram a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, o presidente da Câmara local, António Magalhães, e outras individualidades da cidade e do distrito.  

"A situação é muito difícil" 

Sampaio sublinhou que "a situação é muito difícil", e lembrou que o país não pode, em cada momento, viver sob "uma oposição feroz em nome daquilo que se considerou adquirido", própria de quem "é incapaz de perceber que é preciso fazer modificações".      "Se assim for, estaremos sempre num impasse e hoje não se pode viver em impasse, pois assim tudo se atrasa e se torna mais difícil e complicado", observou.     O ex PR considera que o desafio se coloca aos partidos, às confederações, aos sindicatos e às federações:     "Espero que se consiga, como noutros países se conseguiu, fazer alguns entendimentos que permitam levar o país para a frente", acrescentou, sublinhando que, "sem isso será difícil".  

"Portugal tem gente de enorme capacidade" 

"É aí que pode vir o meu pessimismo", declarou, assinalando que não tem "o direito de ser pessimista".     Anotou que "Portugal tem gente de enorme capacidade sobretudo nas novas gerações", frisando que "é preciso transpor isso para a vida política e não fazer um fosso entre a política e a vida económica e social".     "Todos temos a responsabilidade de levar o país para a frente", afirmou, avisando que "não pode haver testemunhas, pois todos têm de participar com um maior esforço, mais respeito pelas leis e pela produtividade".    ***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***    

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.