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João Carrascalão e Francisco Xavier do Amaral na corrida presidencial

São mais duas as candidaturas à substituição de Xanana Gusmão. Os candidatos querem mais justiça no país e concorrem com o apoio dos seus partidos.

João Carrascalão da União Democrática Timorense (UDT) e Francisco Xavier do Amaral da Associação Social-Democrata Timorense (ASDT) apresentaram hoje as respectivas candidaturas às eleições presidenciais, que se realizarão no próximo dia 9 de Abril.

No total são já sete os candidatos à presidência da república de Timor-Leste, onde se destacam os nomes de Francisco Guterres, presidente do parlamento timorense e Ramos Horta, actual primeiro-ministro e Nobel da Paz em 1996.

Embora sejam ambos presidentes dos respectivos partidos afirmaram candidatar-se como independentes, mas só Xavier do Amaral suspenderá o seu cargo no ASDT, durante a campanha presidencial.

Francisco Xavier do Amaral foi o primeiro Presidente da República Democrática de Timor-Leste, tendo exercido o cargo apenas durante os nove dias que antecederam a invasão indonésia, a 7 de Dezembro de 1975.

Mesmo carregando esta herança histórica, os objectivos de Xavier do Amaral são simples, contudo, profundos, "quero acabar com as lágrimas nas caras das pessoas". O candidato lamenta continuar muita coisa por resolver, "vejo que os meus sonhos nesta idade não se realizaram plenamente" e garante que se candidata "para criar estabilidade para toda a nação e justiça igual para todos".

“A luta não acabou, apenas mudou de objectivos”

João Carrascalão também destaca a justiça no seu programa presidencial e confessa que se candidata devido à “crise que o pais atravessa há mais de um ano” e ao “sofrimento continuado” do povo de Timor.

No manifesto presidencial, Carrascalão reconhece que os poderes presidenciais são bastante limitados, mas acredita que o chefe de estado poderá dar um importante contributo “na boa condução dos actos governativos”.

O candidato aproveitou para realçar o papel da família na sociedade timorense e elogiou os veteranos que se bateram contra a ocupação indonésia, “a quem o país deve reconhecimento, consagrado até na Constituição", mas não deixou de sublinhar que a vitória dos timorenses foi, acima de tudo, “alcançada pela luta de todo um povo”, acrescentando que “a luta não acabou, apenas mudou de objectivos”.