Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Jardim: "É preciso dar pancada em quem ofende o povo madeirense"

Alberto João Jardim diz que "é preciso dar pancada em quem ofende o povo madeirense" e compromete-se a "continuar a lutar contra o Estado central até a região conseguir os seus direitos".

O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, afirmou hoje que "é preciso dar pancada em quem ofende o povo madeirense" e comprometeu-se a "continuar a lutar contra o Estado central até a região conseguir os seus direitos".

Ao intervir durante um comício da campanha eleitoral na freguesia do Monte, concelho do Funchal, disse: "É preciso dar pancada em quem ofende o povo madeirense".

Jardim declarou também que assumia o compromisso de "continuar a lutar contra o Estado central até a Madeira conseguir os seus direitos".

Quando enunciou os seus quatro principais objetivos para os próximos quatro anos -- "regularizar as finanças regionais, acabar a obra começada, garantir o Estado social e alargar a autonomia" -- admitiu que "isto está muito complicado".

"O pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português"

O chefe do Executivo madeirense explicitou que soube "resistir", mas que "agora é o momento de negociar e regularizar", sem o que entende que não pode "ir para a frente".

Jardim entende que "o pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português" no processo depois do 25 de abril.

"Porque não optámos pela independência, mas por ser portugueses, embora com autonomia própria", frisou, acrescentando que, "se calhar, Lisboa ficou aborrecida com isso. Se pudesse queria entregar tudo. Ia a Madeira, Açores e as Berlengas".

"Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas"

Para Jardim, "o pecado da Madeira foi primeiro ganhar autonomia política, quando as antigas colónias romperam com Lisboa", acrescentando que o Estado português "continuou a mandar-lhes dinheiro de graça".

Mencionou que "Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas".

Referiu mais uma vez que decidiu aumentar a dívida da Madeira para evitar que a região parasse, destacando que esta "tem património. Tem ativos. Não comeu e bebeu o dinheiro. Não gastou em subsídios. Não está como as empresas públicas, que só têm coisas velhas no seu património".

"Por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974"

O candidato do PSD-M questionou "por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974 e só fala da Madeira?", justificando a pergunta com o argumento de que o Governo Regional "pôs tudo clarinho cá fora": onde estão as dívidas e onde gastou o dinheiro.

"Onde está a dívida direta do Estado?", interrogou.

Jardim disse ainda que precisa de "uma grande maioria absoluta a 9 de outubro", com a justificação de que "só com essa maioria [pode] negociar com a 'troika' e o governo do PSD em Lisboa".

Apelou ao voto do eleitorado da esquerda desencantada com a política de "capitalismo selvagem" desenvolvida pelo PS e ainda ao da "direita inteligente", acusando o PS e o CDS de que não terem defendido os interesses da Madeira aquando da revisão da Lei das Finanças Regionais pela Assembleia da República.

A fundamentar o apelo, Jardim apontou o desenvolvimento registado na Madeira ao longo dos anos, contrastando com o atraso no tempo da

"Madeira Velha" e destacou o clima de paz social na região.