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Jardim demite-se do governo regional

Fazendo-se de vítima até à última, o presidente demissionário classificou como "imposição ditatorial" a Lei das Finanças Regionais, já promulgada pelo Presidente da República.

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, acabou de anunciar o que já toda a gente sabia: A demissão do cargo que ocupa desde 1978.

A decisão foi confirmada pelo próprio presidente do governo numa "comunicação aos madeirenses e porto-santenses" feita a partir do salão nobre do governo regional, na qual classificou a Lei das Finanças Regionais – aprovada no Parlamento e já promulgada pelo Presidente da República – como uma "imposição ditatorial" e acusou o PS de "utilizar a máquina do Estado para prejudicar a Madeira".

No seguimento de uma reunião da comissão política regional do PSD-Madeira realizada esta tarde, Jardim avançou com as razões que o levaram à demissão: “Não estou em posição de enfrentar esta multiplicação de novos problemas, sem um mandato claro do eleitorado da Região Autónoma da Madeira", declarou.

Anunciando que a maioria do PSD na região não avançará com outro nome para presidente do governo, Jardim obriga à convocação de eleições regionais antecipadas às quais se candidatará para mais um mandato de quatro anos. "Coloco-me nas mãos do povo, mas ao recandidatar-me à liderança do governo regional demonstro que não fujo, nem abandono, quando as circunstâncias estão insuportavelmente muito mais difíceis", disse.

No entanto, a decisão do presidente demissionário em nada alterará a Lei das Finanças Regionais recentemente aprovada.