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Israel alivia bloqueio a Gaza

O gabinete de segurança de Israel decidiu hoje aliviar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, facilitando a entrada de "bens de utilização civil" e de "materiais para projetos civis".

O gabinete do primeiro ministro emitiu um comunicado, onde discutiu "os ajustes à política de Israel em relação a Gaza".

No comunicado pode ler-se que Israel decidiu "liberalizar o sistema para que os bens civis entrem" naquele território palestiniano e para "aumentar o acesso aos materiais para projetos civis sob supervisão internacional".

O comunicado do governo israelita afirma que Israel vai "manter os procedimentos de segurança existentes para prevenir a entrada de armas e de material de guerra".

Medidas não são ainda conhecidas

O executivo não precisa que medidas tenciona tomar a curto prazo, que remete para futuras reuniões, "nos próximos dias".

O texto apela à comunidade internacional que desenvolva esforços para a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por um comando palestiniano em junho de 2006, incidente na origem do bloqueio à Faixa de Gaza.

Esta decisão é anunciada depois de vários pedidos da comunidade internacional para um alívio do bloqueio imposto à Faixa de Gaza há quatro anos, na sequência da captura de um soldado israelita, e reforçado um mais tarde depois da tomada do território pelo movimento radical palestiniano Hamas.

As pressões internacionais foram reforçadas depois dos incidentes de 31 de maio, quando um comando militar israelita tomou um navio turco integrado numa frota humanitária que pretendia furar o bloqueio a Gaza. O ataque fez nove mortos e desencadeou protestos de vários países e organizações.

Cerca de 80 por cento dos 1,5 milhões de habitantes da Faixa de Gaza dependem da ajuda internacional.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.