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Internautas denunciam pontos negros das estradas portuguesas

A Associação de Defesa do Consumidor fez um mapa das zonas mais perigosas das estradas portuguesas, baseado em denúncias enviadas através de um formulário online.

Com a ajuda dos internautas, a Associação de Defesa dos Consumidores delineou um mapa com os pontos negros das estradas portuguesas. Através do seu site da Internet, chegaram à Deco mais de 900 denúncias de zonas de perigo, das quais apenas 276 foram reparadas pelas autoridades competentes.

A iniciativa “Vamos acabar com os pontos negros na estrada” foi lançada pela Deco, em Maio de 2006. O objectivo era ter a ajuda dos consumidores na identificação de deficiências da via pública, reencaminhá-las depois para as entidades competentes e acelerar a sua reparação. As denúncias foram facilitadas por um formulário online, disponível no site da Deco, onde os internautas deixaram as suas queixas e, inclusive, fotos dos locais em questão.

Os internautas aderiram e em menos de um ano a associação delineou um mapa com 926 zonas perigosas das estradas portuguesas. A degradação das infra-estruturas e a falta ou erosão da sinalização de perigo foram as falhas mais apontadas à Deco.

Denúncias ainda por resolver

As 926 denúncias foram reencaminhadas para as autoridades competentes, nalguns casos as autarquias, noutros as concessionárias das auto-estradas e da empresa Estradas de Portugal. Até agora, apenas 276 destas falhas “estão resolvidas ou em obras”, situação que a Deco lamenta, por considerar “inadmissível que continuem a negligenciar os utentes da via pública”.

A Deco critica ainda o “conceito oficial de ponto negro”, segundo o qual é preciso registarem-se pelo menos cinco acidentes com vítimas, num ano, para que um lanço de estrada seja considerado perigoso. “Esta definição peca por laxismo e negligência e encara o ponto negro como um mal a prevenir quando pode ser prevenido”, defende a associação. Para a Deco é também fundamental que o Ministério das Obras Públicas e as autarquias sejam mais rigorosos durante a fase de projecto das estradas e façam auditorias de segurança.

No entanto, como o tema da segurança rodoviária não se esgota aqui, os internautas poderão continuar a deixar as suas denúncias no site da associação dos consumidores.

Cidadão Repórter

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