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Inglaterra teme surto de febre aftosa

Foi confirmado um segundo caso de febre aftosa em Inglaterra, próximo do primeiro foco da doença identificado na quinta-feira, levando a uma nova operação de abate de gado. Bruxelas já proibiu a importação de animais, carne e lacticínios do Reino Unido.

Um segundo foco de febre aftosa foi confirmado na região de Surrey, (sudeste de Inglaterra) nas proximidades do local onde o primeiro caso da doença havia sido detectado, anunciou hoje o ministro do Ambiente britânico, Hilary Benn.
 
 Este segundo foco da infecção encontra-se no interior do perímetro de exclusão de três quilómetros em redor da quinta onde foi detectada a doença na semana passada. 
 
 "A chefe do departamento veterinário confirmou esta manhã que os
testes efectuados em amostras recolhidas em animais abatidos mostram a
presença de febre aftosa", declarou Benn à estação britânica BCC.

Uma nova ordem para abate havia sido dada antes da confirmação deste segundo caso.

Bruxelas, em estreita colaboração com Londres, decidiu ontem proibir as importações de animais, carne e lacticínios do Reino Unido, devido ao elevado "risco" de surto de febre aftosa.

Veterinários dos 27, reunidos na capital belga, poderão, contudo, reavaliar este dispositivo temporário de precaução se a evolução da situação sanitária naquele país o permitir.

No terreno está prevista a delimitação de três zonas, uma de alto risco, outra de risco médio – de onde só será permitida a exportação de produtos de origem animal – e a última considerada fora de perigo.  

Vírus pode ter escapado de laboratório

Mas as autoridades britânicas ainda não terminaram as investigações para descobrir a origem exacta do surto de febre aftosa descoberto quinta-feira passada numa quinta do sudeste de Inglaterra.

Os cavalos, que não podem contrair a doença, mas são transmissores, poderão ser exportados se tiverem certidões médicas. Os portos britânicos terão de assegurar que os pneus das viaturas, à saída do país, passam por um banho desinfectante.

O Reino Unido, em permanente contacto com as autoridades sanitárias europeias, tomou no sábado a iniciativa, com a adopção de medidas preventivas, suspendendo todas as licenças de exportação.

Londres anunciou no sábado à noite que a estirpe do vírus era "muito parecida" a uma utilizada numas instalações científicas em Pirbright, a escassos cinco quilómetros da quinta infectada.

Em Bruxelas, especialistas comunitários recordaram que, "em várias ocasiões", nos anos 1980, vírus da febre aftosa escaparam de laboratórios, mas não disseram ser este o caso.

De acordo com o comissário europeu para a Saúde, Marcos Kyprianou, "a Comissão Europeia considera este incidente um caso isolado, por não haver indício de um surto natural (...) que represente perigo para o resto do continente".

O Reino Unido tem ainda bem presente as memórias da a amplitude da epidemia de febre aftosa ocorrida entre Fevereiro e Setembro de 200, onde foram identificados 2.030 casos de contágio e abatidos mais de seis milhões de animais.