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Atualidade / Arquivo

Inauguração entre aplausos e críticas

José Sócrates declarou hoje durante a inauguração do Metro Sul do Tejo que espera que registe um sucesso semelhante ao do Porto. Os autarcas presentes congratularam-se com a obra, mas não deixaram de apontar algumas "deficiências".

A cerimónia de inauguração do Metro Sul do Tejo decorreu esta manhã com a presença do primeiro-ministro e de autarcas da região que apesar de terem aplaudido a obra, não deixaram de apontar algumas "deficiências".

José Sócrates expressou o desejo que o novo metro represente um sucesso semelhante ao registado com o do Porto e que sirva para aumentar a competitividade da área metropolitana.

A presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília Neto de Sousa, manifestou a esperança de que o sucesso permita a futura ligação à Costa de Caparica, um troço que não está incluído no plano inicial e que considera “essencial”, pois faz parte do Plano de Desenvolvimento Sustentável da região.

O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Alfredo Monteiro, mostrou-se também satisfeito com um projecto "nacional, acompanhado há mais de 20 anos", reiterando, contudo, o desagrado pelo facto de grande parte das anomalias detectadas pelo município no traçado que percorre o concelho do Seixal (264), não terem sido resolvidas "em tempo útil". Uma das críticas levantada pela sua autarquia é a falta de parques de estacionamento.

O preço dos bilhetes também foi outra questão discutida pelo autarca do Seixal, visto que os preços actuais são semelhantes aos que irão ser praticados pela concessionária quando a primeira fase da obra estiver completamente concluída, "o que não é, por agora, atractivo".

O primeiro troço da primeira fase deste metro de superfície, representou um investimento de 95 milhões de euros, ligando Corroios e Cova da Piedade.

Quando estiver construída a primeira fase do projecto, haverá ligações entre Corroios, Pragal e Monte da Caparica (inauguração prevista para Dezembro deste ano), mas também entre Corroios e Cacilhas (conclusão no final de 2008) – um investimento que ascenderá a 268 milhões de euros e que servirá cerca de cem mil habitantes.