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Imigrantes chegam em menor número

A imigração em Portugal sofre uma tendência negativa, enquanto os pedidos de asilo têm vindo a aumentar.

Entre 2001 e 2004, entraram em Portugal menos imigrantes, segundo revela o relatório da OCDE "Perspectivas das Migrações Internacionais", que será hoje divulgado em Lisboa. Em contrapartida, nos últimos dois anos aumentaram os pedidos de asilo.

Apesar de Portugal ser dos países da Europa com menor número de pedidos de asilo, "tem-se registado um aumento de solicitações, face a um decréscimo nos restantes países europeus", afirma Mónica Farinha, do Conselho Português para os Refugiados (CPR).

Em 2004, o CPR registou 84 pedidos, contra 102, em 2005. Este ano, e até ao momento, 100 pessoas já solicitaram asilo, o que leva a crer que serão ultrapassadas as solicitações do ano anterior. Na sua maioria, os cidadãos a pedir asilo provêm do continente africano, seguidos do sul-americano e, por último, dos países de Leste.

Segundo o relatório sobre a imigração da OCDE, em 2001 entraram legalmente em Portugal 45.200 ucranianos, em 2002, o número baixou para 16.500, em 2003 não ultrapassou os 2.500 e em 2004 ficou-se pelos 700. Em contrapartida, verificou-se um aumento da entrada de cidadãos provenientes do Reino Unido: 900 em 2001, contra 1.200 em 2004.

Ainda de acordo com a OCDE, Portugal acolhe actualmente perto de 500 mil estrangeiros, a maioria oriunda do Brasil (66.700), Ucrânia (65.800) e Cabo Verde (64.300).

Os estrangeiros representam 4,5% da população total portuguesa. 1.346 adquiriram a nacionalidade portuguesa em 2004, na sua maioria cidadãos brasileiros (307), venezuelanos (301) e cabo-verdianos (274).

"Ao mesmo tempo que as quotas estabelecidas pelo Governo para entrada de imigrantes ficam por preencher, os trabalhadores ilegais continuam a entrar no mercado de trabalho português", denuncia o documento. 

Em 2004, o Governo estabeleceu a quota de entrada de imigrantes em 6.500 pessoas, mas os pedidos de permanência ficaram aquém destes números.