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Homenagem: Aristides, o 'Schindler' português

Setenta anos depois do acto heróico que salvou a vida a cerca de 30 mil judeus, o diplomata português Aristides de Sousa Mendes é recordado numa missa, esta quinta-feira, às 19h00, na Sé de Lisboa.

Cristina Pombo (www.expresso.pt)

O cônsul Aristides de Sousa Mendes e outros diplomatas e não-diplomatas que durante a II Guerra Mundial salvaram refugiados do Holocausto serão homenageados em Lisboa, na quinta-feira, dia 17, no âmbito do Dia da Consciência.

Para assinalar a data, decorrerá uma missa na Sé de Lisboa, pelas 19h00, celebrada por D. Tomás da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa e Vigário-Geral do Patriarcado de Lisboa. No mesmo dia, às 18h00, também o Vaticano celebrará uma missa de Acção de Graças pela memória do diplomata português. 

"Sousa Mendes é reconhecido por Yad Vashem [memorial, em Jerusalém, pelas vítimas do Holocausto] como uma das primeiras pessoas a tomar uma atitude pró-activa para salvar as vítimas da perseguição Nazi, e um dos que mais pessoas salvou", pode ler-se no blogue dos Amigos de Aristides e Angelina de Sousa Mendes, cuja missão é divulgar e homenagear o acto de coragem do diplomata português. 

Vistos para todos 

Durante a II Guerra Mundial, em Junho de 1940, Aristides de Sousa Mendes arriscou a sua carreira diplomática em Bordéus, montando um sistema de concessão de vistos de entrada em Portugal, que salvou a vida a cerca de 30 mil judeus, ricos e pobres, membros de governos e famílias reais, industriais e estrelas de cinema, escritores e músicos. 

O Dia da Consciência é celebrado todos os anos, em vários países, desde 2004. Na próxima quinta-feira, celebram-se os 70 anos do acto heróico de Sousa Mendes, de Cabanas de Viriato e Braga a Bordéus, Nova Iorque, São Francisco e Montreal.