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Historiadores e antropólogos debatem nomes

Na próxima quarta-feira, antropólogos e historiadores de vários países reúnem-se em Lisboa para discutir temas relacionados com as práticas de apropriação dos nomes, no Simpósio Internacional de Nomes e Pessoas.

Vinte e dois projectos de investigação realizados em Portugal, Brasil, Moçambique e Timor serão apresentados no Instituto de Ciências Sociais, lançando o debate sobre “como os nomes que usamos são entendidos e até mesmo apropriados em todo o mundo”, afirma João de Pina Cabral, responsável pela coordenação do simpósio. “Ainda não foi feito nenhum levantamento sobre a história de fazer nomes em Portugal que hoje assumimos como natural”, desabafa o antropólogo do Instituto de Ciências Sociais. O simpósio tentará fazer um levantamento desta realidade que se estende aos quatro cantos do mundo. “Os portugueses deixaram práticas e costumes mundo fora. Em Ceilão, por exemplo, continuam a ser adoptados nomes de origem lusa”, acrescenta Pina Cabral.

Durante quatro dias serão apresentados ensaios sobre as escolhas de nomes em famílias da elite de Lisboa; a atribuição do nome do pai, avô ou tio a uma criança do sexo masculino; o fenómeno das escolas brasileiras com nomes de personagens famosas; o significado dos nomes nas tribos amazónicas, entre muitos outros.