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Hamas rejeita apelos para a paz

Os ataques israelitas na Faixa de Gaza já causaram mais de 280 mortos. O Hamas afasta quaisquer hipóteses de diálogo apesar dos apelos do presidente palestiniano Mahmoud Abbas para renovar tréguas com Israel e pôr cobro à violência.

O Presidente palestiniano Mahmoud Abbas ao Hamas para renovar as tréguas com Israel para evitar um banho de sangue em Gaza, mas o Hamas rejeita quaisquer conversações.

O deputado do Hamas, Moussa Abu Marzouk, rejeitou quaisquer conversações e acusou o Egipto de "avaliar as agressões dos dois lados como sendo iguais".

Os que estão a pedir calma deveriam dizer ao inimigo sionista para acabar com as agressões", afirmou Abu Marzouk aos jornalistas.

O assalto militar israelita que teve início sábado, uma semana depois de ter expirado o acordo de tréguas de seis meses e na sequência dos lançamentos de rockets ao Sul de Israel. Os ataques já causaram a morte a 280 palestinianos e feriram outros 900.

Depois de uma reunião com o presidente egípcio Hosni Mubarak, no Cairo, o presidente moderado da Palestina apelou aos líderes do grupo militar Hamas para "acabar com o banho de sangue".

"Avisámos para este grave perigo e dissemos que deveríamos evitar qualquer tipo de pretextos para Israel atacar", disse Abbas.

"Todos nós esperamos que as agressões terminem e que volte a paz, queremos proteger Gaza", disse.

O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Ahmed Aboul Gheit, afirmou que a prioridade neste momento deve ser o restabelecimento das tréguas.

Israel tem lançado desde sábado raides aéreos mortíferos contra o Hamas em Gaza com o objectivo de acabar com os tiros de foguetes contra o Estado hebreu a partir do território sob controlo do movimento islamita, que entretanto já retaliou lançando foguetes contra o território israelita.

Raides israelitas contra túneis

A aviação israelita lançou hoje uma série de raides aéreos contra os túneis de contrabando no sector de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egipto, segundo testemunhas.

Os aviões israelitas dispararam pelo menos vinte engenhos explosivos por toda a fronteira com o Egipto, de onde se libertaram densas nuvens de pó, de acordo com testemunhas citadas pela AFP.

O Hamas, assim como contrabandistas da região utilizam uma rede de túneis escavados na fronteira palestino-egípcia em Rafah para introduzir armas e mercadorias na Faixa de Gaza, que está submetida a um bloqueio israelita.

Milhares de manifestantes saíram hoje à rua em várias cidades do mundo árabe em protesto pela ofensiva israelita contra posições do Hamas na Faixa de Gaza, que causou mais de 280 mortos em 24 horas. No Líbano, cerca de mil pessoas juntaram-se em frente ao escritório das Nações Unidas na baixa de Beirute, empunhando bandeiras do Líbano e da Palestina e gritando "morte a Israel". Dezenas de tropas libanesas guardavam as instalações da organização, mas não se registou qualquer tipo de violência.

Na vizinha capital da Síria, mais de 5 mil pessoas marcharam em direcção à praça central Youssef al-Azmeh, onde queimaram bandeiras israelitas e americanas.

Os manifestantes empunhavam faixas onde se lia "A agressão contra Gaza é uma agressão contra toda a nação árabe" e "Abaixo a América, a mãe do terrorismo". Na Jordânia, um grupo de 30 legisladores preparam uma petição para pressionar o Governo a expulsar o embaixador de Israel, enquanto cerca de 5 mil advogados marcharam em defesa do encerramento da embaixada israelita.

A embaixada dos Estados Unidos no país aconselhou os cidadãos americanos a evitarem os locais das manifestações.

No Irão, várias centenas de estudantes e legisladores organizaram protestos separados numa praça de Teerão e em frente ao edifício das Nações Unidas na capital iraniana.

O Crescente Vermelho do Irão está a preparar o envio de um barco com medicamentos, comida e roupas para Gaza.

No Dubai, centenas de manifestantes, alguns envoltos em bandeiras palestinianas, juntaram-se no consulado da Palestina e a polícia teve que evitar várias tentativas dos manifestantes para alargar o protesto do perímetro do consulado para as ruas circundantes.

No Iraque, um bombista suicida numa bicicleta fez-se explodir no meio de uma multidão de 1.300 manifestantes em Mosul, tendo provocado a morte a um e ferido outros 16, segundo a polícia iraquiana. O ataque não foi reivindicado.

Em Bagdad, 100 pessoas protestaram contra os ataques nas ruas do maior bairro palestiniano. No Cairo, Egipto, milhares de estudantes universitários manifestaram-se contra a ofensiva israelita em Gaza, em protestos organizados pelas universidades do Cairo, Ain Shams e Al Azhar.

Os manifestantes, entre os quais se contavam elementos da oposição ilegalizada "Irmãos Muçulmanos", condenaram o "silêncio árabe" perante aos ataques.

Turquia e Iémen foram outros países que acolheram manifestações de protesto contra a operação israelita em Gaza.

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