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Guarda Civil deteve 14 presumíveis terroristas

A polícia espanhola corrigiu a informação dada erradamente à imprensa de que tinham sido detidas 15 pessoas ontem em Barcelona, Espanha, no âmbito de uma operação contra o terrorismo.

A Guarda Civil espanhola transferiu sexta-feira à noite um dos 14 detidos em Barcelona, por presumível relação com o terrorismo islamista, para um novo local de detenção, não se confirmando que tenha detido um novo suspeito.

A transferência deste detido para outro local provocou uma situação de confusão, que levou fontes da Guarda Civil a informar erradamente a imprensa que se tratava de um novo detido, o que faria elevar para 15 o total de pessoas presas.

No entanto, fontes próximas da investigação asseguraram à agência EFE que o número de detidos continua a ser 14 e que não foram feitas novas detenções.

O detido que esteve na origem do erro de informação, um homem de entre 58 e 65 anos, é proprietário de uma padaria onde foi detido, mas a sua nacionalidade não foi revelada pelas autoridades.

A Guarda Civil também corrigiu agora que está por identificar a natureza de algum material apreendido nessa padaria, que em conferência de imprensa o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, tinha afirmado destinar-se ao fabrico de bombas.

Os serviços secretos espanhóis, por outro lado, alertaram quinta-feira as autoridades portuguesas para o risco de Portugal ser alvo de um atentado terrorista ligado à deslocação à Europa na próxima semana do presidente do Paquistão.

Os serviços de segurança portugueses confirmaram à Lusa esta informação, mas desvalorizaram o alerta de uma eventual ameaça por considerarem que Portugal não seria um "alvo directo" de um possível atentado terrorista.

As autoridades portuguesas estão a averiguar a informação, avançada pelos serviços de informação espanhóis, de que um ataque terrorista em Portugal seria realizado por dois paquistaneses, disse à agência Lusa fonte o Gabinete Coordenador de Segurança.

"Essa informação vem quando surge a ameaça de um possível acto terrorista em Portugal e que seria perpetrado por dois paquistaneses", disse o tenente Leonel Carvalho.

"É apenas uma possibilidade que está a ser estudada", afirmou o tenente Leonel Carvalho, acrescentando que os Serviços de Informação e a Polícia Judiciária estão a averiguar essa informação.

O responsável sublinhou, contudo, que "não há a informação concreta de que os dois paquistaneses estejam em território nacional".

O jornal El Pais noticiou no sábado que Portugal, França, Reino Unido e Espanha foram alertados pela secreta espanhola para riscos de atentados durante o périplo europeu do presidente do Paquistão, Pervez Musharraf.

O chefe de Estado paquistanês inicia hoje uma visita a vários países europeus como Bélgica, França, Grã-Bretanha e Suíça.

Contactado pela Lusa no sábado, o tenente Leonel de Carvalho disse que "Portugal pode ter sido colocado nesse conjunto de países face à sua continuidade geográfica com Espanha e não por a ameaça ter como alvo directo Portugal".

"Não aumentámos o nosso nível de segurança. Não há razão para alarme, além daquele que é já habitual face à ameaça global", acrescentou.

  • Vários países europeus estão em alerta após a divulgação de informações sobre a ameaça de atentados terroristas. Em Portugal o ataque seria realizado por dois paquistaneses, segundo a secreta espanhola.

  • Detidos 15 suspeitos de terrorismo

    A Guarda Civil espanhola deteve 15 pessoas em Barcelona, numa operação contra o terrorismo islamita. Os serviços secretos espanhóis alertaram as autoridades portuguesas para o risco de Portugal ser alvo de um atentado.