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Greenpeace já saiu mas Pingo Doce está fechado

Ativistas da Greenpeace que bloquearam esta manhã a entrada no Pingo Doce do Cais do Sodré já abandonaram o local. Supermercado continua fechado, em manutenção segundo a empresa.

A ação de hoje da Greenpeace junto do supermercado Pingo Doce do Cais do Sodré, em Lisboa, para pedir que o grupo Jerónimo Martins deixe de contribuir para a destruição dos oceanos, já terminou, mas a loja mantém-se encerrada para manutenção, segundo a empresa. 

A porta-voz da Greenpeace, Lara Teunissen, avançou à agência Lusa que ativistas da organização "tentaram entregar ao gerente (do supermercado) a chave que permite abrir as grades e retirar os placares que impedem a abertura", mas, "mais uma vez, recusaram receber" os representantes da associação.

Os ativistas deixaram a chave à porta do Pingo Doce, "com conhecimento da Polícia" presente no local, acrescentou. "Não estamos aqui para interromper o negócio de uma forma permanente e sim para transmitir que é urgente que o grupo mude de atitude", deixando de ter uma estratégia de comercialização de pescado que contribui para a destruição dos oceanos, afirmou Lara Teunissen. 

Empresa diz que fecho estava programado

Fecho Fonte oficial da Jerónimo Martins confirmou que a loja está encerrada e avançou à Lusa que "estava previsto que o supermercado não abrisse na parte da manhã, por motivos de manutenção" (o que coincidiu com a ação da Greenpeace). 

A associação ambientalista pretende alertar os consumidores e "pressionar" a Jerónimo Martins a "garantir a sustentabilidade do peixe que vende", mas a fonte do grupo disse que a empresa "cumpre integralmente os imperativos legais em vigor determinados pela política de pescas de Portugal e da União Europeia".     

Com menos de 1% dos oceanos protegidos, a Greenpeace defende que "é urgente" parar de compactuar com as práticas de pesca destrutivas que já levaram ao colapso de um terço dos stocks de peixe comercial e agir para travar a perda de vida marinha do planeta. 

Pingo Doce é último no ranking da Greenpeace

"Estes supermercados gastam milhões em publicidade, mas recusam-se a assumir a responsabilidade pelo pescado à vendas nas suas lojas", explicou a coordenadora da campanha de oceanos da Greenpeace em Portugal, Lanka Horstink.

No terceiro ranking dos supermercados da Greenpeace, que analisa as práticas de compra de peixe das principais cadeias de distribuição alimentar em Portugal, o grupo Jerónimo Martins "foi novamente o pior classificado", pois "insiste em limitar a sua atuação ao cumprimento da lei". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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