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GNR versus GNR

O Grupo Novo Rock prepara-se para "fazer as pazes" com a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana num concerto que terá lugar em Abril no Pavilhão Atlântico.

Mudam-se os tempos, desfazem-se as divergências. Quase três décadas depois de ter tentado impedir o Grupo Novo Rock de usar a sigla GNR, a Guarda Nacional Republicana convidou a banda para um concerto misto, com a sua banda sinfónica, que terá lugar a 18 de Abril no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

O espectáculo será uma "simbiose" entre os sopros da orquestra e as guitarras do rock, havendo momentos para cada grupo tocar a solo, segundo referiu o maestro, tenente-coronel Jacinto Montezo. A ideia surgiu numa conversa que manteve com o major Costa Lima, integrante do comando geral da GNR, depois desenvolvida quando Rui Reininho, vocalista dos GNR, ouviu, em entrevista a uma rádio, a intenção de Jacinto Montezo.

Jorge Romão, baixista dos GNR, adiantou por seu lado que o grupo de Rui Reininho está ansioso por ouvir o resultado de uma experiência "difícil de orquestrar" e espera que o público tenha curiosidade pelo espectáculo.

Após 28 anos de existência e "depois da polémica inicial, quando as altas patentes Guarda tentaram impedir a utilização da sigla", como recordou Jorge Romão, os GNR vão subir ao palco com os cerca de 125 músicos da banda sinfónica daquela força policial.

Os músicos Vasco Azevedo, Pedro Moreira, Filipe Melo, Hugo Novo e Mário Laginha efectuaram os complicados arranjos que irão permitir que as músicas dos GNR (Grupo Novo Rock) sejam acompanhadas pela Banda Sinfónica.

"Dunas" será um dos temas que deverá fazer parte do alinhamento do concerto, numa noite em que, muito provavelmente, Rui Reininho não deixará também de cantar o clássico: "Sê um GNR".