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Atualidade / Arquivo

Fundos comunitários enfeitiçados

As bruxas foram quem até agora mais lucrou com a entrada da Roménia para a União Europeia. É que o seu negócio não pára de crescer à custa dos empresários que querem feitiços para garantir os fundos comunitários.

Os incentivos ao empreendedorismo chegaram agora à Roménia, no entanto, contrariamenta ao que é habitual, que está a lucrar com as candidaturas aos fundos comunitários são as bruxas, médiuns e afins. Estes profissonais do ocultismo descobriram um novo nicho de mercado, bastante lucrativo: garantir a aprovação de projectos financiados através de feitiços.

As poções de amor, os feitiços para um bom casamento ou para afastar as amantes são coisa do passado na Roménia. Neste país, onde a bruxaria é uma profissão reconhecida e quase considerada como “utilidade pública”, os profissionais do sector alargaram a sua área de actividade ao segmento empresarial. Com a entrada do país para UE, e com os fundos comunitários à espreita, não há empresário romeno que não queira uma fatia deste “bolo de investimento”, estando até disposto a pedir uma mãozinha ao sobrenatural para o conseguir.

O recurso às bruxas em busca de poções e feitiços para atrair capitais europeus tornou-se, por isso, uma prática corrente que os bons profissionais do sector já mostraram saber aproveitar. Em declarações ao jornal online Ananova.com, Florica, uma bruxa de Pitesti (Sul da Roménia), garante que “são cada vez mais os empresários a procurar estes serviços para alcançar fundos comunitários”.

Bruxas patrióticas

Os clientes procuram feitiços eficazes para atrair dinheiro. Embora não fale em valores, Florica confessa que “pagam o preço justo por este serviço”. Para Florica, ajudar estes empresários é quase uma obrigação patriótica já que “não se pode dizer que se é bruxa, uma boa bruxa, e depois não ajudar o empresário a conseguir o fundos europeus que tanto deseja para o seu negócio”.

Um verdadeiro exemplo que em todas as actividades o essencial é saber aproveitar as oportunidades geradas pelo mercado e dar resposta às necessidades do público. Resta saber se o feitiço é sobre a candidatura em si ou sobre quem a vai analisar.