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Atualidade / Arquivo

Fui de visita à “casa” do Presidente

A residência oficial do Presidente abriu as suas portas a largas de centenas de pessoas que aproveitaram o feriado para passear por Belém e visitar o palácio.

A fila de pessoas que aguardavam para passar o dispositivo de segurança à entrada do Palácio de Belém manteve-se longa durante grande parte do dia. “Foi um gesto simpático, o do Senhor Presidente ter aberto o seu palácio neste seu primeiro 5 de Outubro”, diz Maria Teresa, entre a alguma confusão que se fazia sentir ao final da tarde, no Jardim do Buxo. Cavaco Silva e a sua mulher, que haviam chegado há breves momentos, assistiam ali mesmo ao lado à actuação da banda da GNR e iam cumprimentando um ou outro popular. As comemorações do 5 de Outubro estavam prestes a ser dadas por encerradas.

No dia da República grande parte do complexo do Palácio de Belém esteve aberto ao público, que, para além de visitar o museu, pode deambular livremente pelos seus jardins, pelos pátios das Damas e dos Bichos das Jaulas ou por áreas que tradicionalmente são de acesso ainda mais restrito, como as salas do interior do palácio onde têm lugar as recepções oficiais do Presidente.

O objectivo passava por criar uma relação de maior proximidade com a Presidência da República e largas centenas de pessoas, na grande maioria portugueses, aproveitaram o dia de sol para um passeio por Belém e uma visita à “casa” de Cavaco Silva.

António Pereira diz que soube da iniciativa pela TSF. Já ali tinha estado há cerca de três anos a cantar as janeiras ao Presidente, agora veio com a mulher, Irene, e as suas duas filhas, Carolina e Margarida, de 12 e 8 anos.

Outrora um palácio de reis, o edifício data do século XVIII e apresenta o aspecto da arquitectura seiscentista da nobreza cortesã. Logo à entrada do palácio, em ligação com os jardins, surge a Sala das Bicas, com um sumptuoso tecto em talha dourada, por onde entram normalmente os convidados do Presidente. Mais adiante surge a Sala Império ou a Capela onde se encontra uma colecção de quadros de Paula Rego.

À saída, Raquel comenta que gostou do palácio, mas que achou que as pinturas modernas chocam com o estilo antigo da decoração. É portuguesa mas vive actualmente no Brasil. Veio visitar o palácio com as amigas Nazaré e Helena. Helena lamenta não ter podido ver o resto do palácio e diz que já conhecia a maior parte das salas através da Internet. Mostram-se deslumbradas com o jardim e com a sua vista sobre o Tejo. "Com este dia de sol magnífico e agora com uns pasteizinhos de Belém e um café, o que é que se pode pedir mais?!", conclui uma das três amigas.