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Fontão não suspende mandato

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fontão de Carvalho, anunciou hoje que vai manter-se em funções por entender que o facto de ter sido acusado de peculato no caso prémios pagos a administradores da EPUL não justifica a suspensão de mandato.

"Considero que devo manter no exercício das funções para as quais fui eleito e de que muito me orgulho", disse Fontão de Carvalho, em conferência de imprensa nos Paços do Concelho.

O vice-presidente sublinhou que esta decisão foi "pessoal" e adiantou que transmitiu a sua intenção de se manter no cargo ao presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, que, adiantou, lhe transmitiu a sua "inteira solidariedade".

Confrontado com o facto de Gabriela Seara, ex-veradora do Urbanismo, ter suspendido o mandato depois de ter sido constituída arguida no processo respeitante ao Parque Mayer, Fontão afirmou estar-se perante “casos de gravidade diferente”.

Quanto ao silêncio que manteve no último mês em que já tinha sido constituído arguido num outro processo relativo à EPUL o “número dois” de Carmona Rodrigues defendeu-se dizendo: “Nunca ninguém me perguntou”.

Tal como o Expresso noticiou (ver relacionados no final deste texto), para além do vice-presidente Fontão de Carvalho são ainda acusados do crime de peculato a ex-vereadora do Urbanismo Eduarda Napoleão, Arnaldo Carvalho João (administrador da EPUL) e os ex-administradores da empresa municipal Aníbal Cabeça e Luísa Amado.

Em causa estão os prémios de alegada produtividade que os administradores da EPUL se auto-atribuíram em 2006, mas que correspondem aos anos de 2004 e 2005.