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FlyMaster, Roaz e detector de falências na agenda do Presidente

O FlyMaster, um projecto "made in Portugal" para pilotos de voo livre, já com um recorde mundial de parapente no currículo, será um dos protagonistas da quarta jornada do Roteiro para a Ciência.

Desenvolvido no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), o FlyMaster permitiu à equipa do brasileiro Marcelo Pinto fixar o recorde mundial da distância em parapente nos 461,8 quilómetros, e é usado por pilotos das selecções nacionais de parapente de Portugal, Brasil, França, Argentina, Itália e México.

Este sistema inovador de assistência de bordo com navegação para pilotos de voo livre também já permitiu a criação de uma "spin-off", a FlyMaster Avionics, S.A.

Mas o GECAD - Grupo de Investigação em Engenharia do Conhecimento e Apoio à Decisão do ISEP tem outras novidades para mostrar a Cavaco Silva, como o projecto IFRA, que permite prever quando uma empresa pode vir a declarar falência, disse ao Expresso o seu director, Carlos Ramos.

Combinando técnicas de inteligência computacional e data mining, como as redes neuronais, algoritmos genéticos e máquinas de vector de suporte, este sistema inovador usa como ponto de partida os indicadores da própria empresa para prever a probabilidade de entrar em ruptura financeira.

O projecto, que envolve a colaboração do ISEP, ISEG e Universidades do Minho e de Coimbra, interessa especialmente ao sistema bancário, que assim conta com um mecanismo científico de avaliação de risco.

Já em utilização na Rede Eléctrica Nacional está o SPARSE, um sistema de processamento inteligente de mensagens e apoio à análise de avarias que facilita o seu diagnóstico e reparação, em caso de trovados, incêndios e até apagões.

Este laboratório do ISEP está, ainda, a trabalhar com o Centro de Inteligência Artificial da Universidade Nova de Lisboa para criar um novo laboratório associado para a aplicação de tecnologias nesta área.

Para mostrar a Cavaco Silva, o ISEP tem, também, uma série de robots criados no seu Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA).

Aqui, as estrelas são os Falcos, aeronaves não tripuladas para a detecção de fogos florestais e vigilância marítima, e o ROAZ, um robot de monitorização marítima de superfície capaz de desempenhar diferentes tarefas, da medição de qualidade da água à detecção de náufragos.

O objectivo aqui, explica o coordenador científico do laboratório, Eduardo Silva, é "fazer robots para trabalhar em terra, no mar e no ar e que permitem substituir o homem, minorar riscos e melhorar a capacidade de salvamento em situações de catástrofe".