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Fim dos chumbos será maior reforma no ensino desde o 25 de abril

Confederação Nacional das Associações de Pais considerou que o fim dos chumbos em Portugal será a maior revolução na educação desde o 25 de abril, dando o seu apoio à ideia da ministra Isabel Alçada.

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) considerou hoje que o fim dos chumbos em Portugal será a maior revolução na educação desde o 25 de abril, dando o seu apoio à ideia da ministra da tutela.

"Isto é a maior reforma que pode ser anunciada em educação no nosso país, porque implica um outro conceito de escola. Uma escola que dá condições de trabalho aos professores e aos alunos para que as retenções sejam eliminadas. Sem muito trabalho não é possível chegar lá", comentou à agência Lusa o presidente da Confap, Albino Almeida.

Numa entrevista publicada hoje no Expresso, a ministra Isabel Alçada

diz que a fórmula do chumbo "não tem contribuído para a qualidade do sistema".

Confap aprova ideia da ministra 

"A alternativa é ter outras formas de apoio, que devem ser potenciadas para ajudar os que têm um ritmo diferenciado", adiantou a governante, acrescentando que pondera alterar as regras de avaliação durante o seu mandato, apesar de pretender um consenso e um debate alargado no setor. 

 

A Confap mostra-se agradada com a ideia, lembrando que para a concretizar é necessário "dar mais autonomia às escolas" para trabalhar os currículos e adaptá-los aos alunos. 

 

"Para isso deverão poder dividir as suas turmas, quando seja necessário trabalhar dificuldades de aprendizagem", defende Albino Almeida, dando o exemplo do sistema educativo da Finlândia. 

Medida "nada tem de facilitismo e tem tudo de eficiência"

O representante dos pais considera que a medida "nada tem de facilitismo e tem tudo de eficiência", reconhecendo que é uma reforma que vai trazer "grandes desafios ao Ministério da Educação". 

 

"É seguramente a maior reforma educativa depois do 25 de abril", sublinhou.

 

Albino Almeida disse ainda que a medida tem igualmente um objetivo de eficiência económica, ao recordar estimativas que apontam para um gasto de 600 milhões de euros por ano com as retenções no ensino em Portugal.