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Fidel Castro faz hoje 81 anos

Há mais de um ano a recuperar de um grave problema intestinal “El Comandante” cumpre hoje 81 primaveras. As celebrações vão ser discretas e sem a presença de Fidel, uma vez mais.

Hoje devia ser um dia para grandes celebrações em Cuba, pois o seu mais carismático líder, Fidel Castro, chegou aos 81 anos. Contudo o Governo cubano, liderado pelo Presidente interino, Raul Castro, resolveu assinalar a data apenas com algumas actividades culturais e recreativas, organizadas por várias organizações cubanas.

Pelo segundo ano consecutivo o homem que desde 1959 liderou os destinos de Cuba não vai estar presente no seu aniversário, pois continua alegadamente em convalescença do problema intestinal que o retirou da ribalta cubana desde Julho do ano passado. Assim sendo e com poucos sinais de uma recuperação total à vista, o irmão Raul Castro, resolveu não ir adiar as festividades, como aconteceu em 2006, quando o aniversário de Fidel foi festejado apenas em Dezembro.

Fidel Alejandro Castro Ruz, de seu nome completo, embora longe do mediatismo que sempre o caracterizou, continua a escrever para o jornal diário cubano “Granma”, órgão oficial do Partido Comunista Cubano, onde o velho líder se tornou no editorialista estrela do jornal, e onde através das suas “reflexões” tem opinado sobre tudo o que considera estar a corroer o espírito da revolução cubana, com especial destaque para o seu inimigo de sempre: Os Estados Unidos da América.

Longe da vista... 

Embora a passar por uma extremamente demorada, e nem sempre muito clara, recuperação Fidel não é visto em público desde dia 31 de Julho de 2006. No entanto, tem recebido no seu quarto de hospital alguns líderes mundiais, entre eles o seu grande amigo e Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, que é visita habitual e um dos elos de ligação de Fidel ao mundo exterior.

...longe do coração

No mundo real o povo cubano continua a debater-se com os habituais problemas de sempre e embora tenha havido alguma abertura desde que Raul ocupou a cadeira do poder, os cubanos aguardam com alguma impaciência “as mudanças estruturais” anunciadas pelo Presidente interino há mais de duas semanas.

O país continua assim numa espécie de congelamento desde que Fidel abandonou o poder, como disse o dissidente Elizardo Sanchez: “O general Raul Castro nem assume todas as responsabilidades do Governo, nem Fidel Castro se afasta definitivamente”.