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Fevereiro "negro" para Cavaco e Sócrates

Primeiro-ministro arrasta nova queda do Governo, mas PS sobe um ponto e regressa à maioria absoluta. Louçã ganha capital de simpatia e torna-se o mais popular líder da oposição.

O Presidente da República e primeiro-ministro tiveram um Fevereiro "negro": a popularidade de ambos caiu 4,1%. Cavaco Silva promulgou a Lei das Finanças Regionais e acabou por ser também ser vítima da indignação do eleitorado social-democrata pela iniciativa legislativa do PS de José Sócrates. Este pagou não só a factura da guerra contra Alberto João Jardim, como também o preço da contestação ao novo mapa das urgências hospitalares.

Sócrates arrastou na queda o Governo que voltou a perder apoio no painel Expresso/ SIC/ Rádio Renascença/ Eurosondagem (-2%) . O saldo do Executivo é agora o pior de todos os órgãos de soberania com -3,5% , em contraste com o da Assembleia que depois de largos meses em terreno negativo aparece agora com uns confortáveis 4,7% acima da linha de água.

Os últimos 30 dias também não foram particularmente favoráveis aos líderes partidários, um resultado estranho tendo em conta que a vitória do Sim no referendo ao aborto deveria ter beficiado os políticos de esquerda. Para além de José Sócrates, também Jerónimo de Sousa viu diminuir o seu capital de simpatia popular em 1,8% . Marques Mendes às voltas com a crise na Câmara Municipal de Lisboa sofreu nova erosão (-3,3%) e perdeu para Francisco Louçã (+0,8%) o título do mais popular líder da oposição. Ribeiro e Castro acompanhou o coordenador do Bloco com uma magra subida de 0,2%. Quanto aos partidos tudo se passou ao contrário, com PS (+1%), CDU (+0.8%) a crescer , CDS (-0,3%) e BE (-0,3%) a diminuir e só o PSD (-1,7%) em sintonia com o movimento descendente do seu líder.

 

FICHA TÉCNICA

A sondagem, realizada pela Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença foi efectuada de 22 a 27 de Fevereiro. Teve por objecto uma pergunta sobre a Câmara Municipal de Lisboa, duas sobre a Madeira, uma sobre a liderança do CDS, uma sobre o referendo ao aborto, quatro sobre o sistema de saúde e uma sobre o concurso ‘Grandes Portugueses’. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (19,5%), Área Metropolitana do Porto (14,4%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (30,2%), Área Metropolitana de Lisboa (26%), Alentejo e Algarve (9,9%). Foram efectuadas 1269 tentativas de entrevista telefónica, sendo que em 19,2% houve recusa de resposta. Foram validadas 1025 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 51,2% e masculino 48,8%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 25 anos, 13,3%; dos 26 aos 35, 19,2%; dos 36 aos 45, 19,5%; dos 46 aos 59, 22,7%; e mais de 60, 25,3%. O erro máximo da amostra é de 3,06% para um grau de probabilidade de 95%.