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Feira do Livro em risco de não se realizar

A uma semana da abertura do evento, a Câmara de Lisboa suspendeu a montagem dos stands e está a ponderar retirar os subsídios e isenção de taxas.

A Câmara de Lisboa suspendeu a montagem dos stands da Feira do Livro e está a ponderar se retira o subsídio de 200 mil euros e a isenção de taxas e a equiparar a um evento comercial. Em causa está o facto da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), a entidade responsável pela organização do evento, não ter entregue o plano dos pavilhões e ter retrocedido a aceitar a montagem de stands diferenciados das editoras do grupo Leya.

A autarquia decidiu ontem pedir explicações urgentes à direcção da APEL sobre a instalação de novos modelos de pavilhões na Feira do Livro, nomeadamente do grupo Leya.

A APEL desvalorizou hoje a possibilidade da câmara de Lisboa não apoiar a Feira do Livro (que tem abertura prevista para a próxima quarta-feira), garantindo que vai responder ao ofício camarário relacionado com a instalação de novos modelos de pavilhões.

"A APEL vai responder até ao meio-dia de sexta-feira ao ofício da vereadora da Cultura, que integra um memorando do director Municipal de Cultura, relacionado com a Feira do Livro", disse hoje à Lusa o presidente da Associação, Baptista Lopes.

O presidente concretizou que esse ofício integra o "único assunto polémico" relacionado com a edição da Feira do Livro deste ano e que tem a ver com a instalação de novos modelos de pavilhões, nomeadamente do grupo Leya.

Quanto à hipótese de a câmara não apoiar a organização da Feira com o subsídio de 200 mil euros, Baptista Lopes respondeu: "não vemos razão nenhuma para que tal venha a acontecer".

"É um cenário que não colocámos", frisou, adiantando que a APEL tem um bom relacionamento com a câmara de Lisboa, que se pretende seja "preservado e desenvolvido".

Quanto à participação do grupo Leya, o presidente da APEL disse que o grupo "não se inscreveu na Feira" e que pretendia a instalação de stands diferentes dos utilizados. "É uma questão de regulamento da Feira", referiu.

APEL vai reunir-se sexta-feira, ao final da tarde, com todos os participantes da Feira para prestar informações aos editores e dar conta do estado da organização do evento, contou o presidente da Associação.

A questão da participação do grupo Leya, representada pela União dos Editores Portugueses (UEP), tem sido o ponto de discórdia entre a APEL e a Câmara de Lisboa.

De acordo com a autarquia, chegou a existir uma base de entendimento entre a UEP e a APEL, que passava por a Associação de Portuguesa de Editores e Livreiros acolher as inovações propostas pela União dos Editores Portugueses, designadamente novas propostas de plano para a implantação de stands e novos designs dos pavilhões.