Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Feira do Livro de Lisboa abriu ao público

Depois da polémica com o grupo Leya, a Feira do Livro de Lisboa abriu ao público com 208 pavilhões. Os pavilhões do Leya só ficaram prontos à passagem da comitiva oficial.

A maior Feira do Livro de Lisboa de sempre, com 208 pavilhões, incluindo os diferenciados do grupo LeYa, foi hoje inaugurada, com o presidente da câmara de Lisboa a sublinhar que, controvérsias à parte, "o essencial foi ter aberto".



Às 15:00, quando a Feira instalada no Parque Eduardo VII abriu ao público, os pavilhões do Grupo LeYa encontravam-se ainda inacabados, mas conseguiram ficar prontos à passagem da comitiva oficial, constituída pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, os líderes das duas associações do sector, a secretária de Estado da Cultura, Paula Fernandes dos Santos, a directora-geral dos Livros e Bibliotecas, Paula Morão, e o embaixador de Cabo Verde, Arnaldo Andrade.



Feitos os discursos na tenda central da Feira, a comitiva desceu pelo lado esquerdo do Parque, terminando no topo Norte na tenda dos pequenos editores logo após passar pela Praça LeYa já montada.



"Um esforço recorde", reconheceu Isaías Gomes Teixeira, administrador-delegado do grupo LeYa.



A praça LeYa, pomo da discórdia que antecedeu a Feira, é constituída por 16 módulos com acessos em rampas e de livre circulação do público sem qualquer balcão.



Cada uma das editoras do Grupo, com as excepções da Oficina do Livro, Casa das Letras e Estrela Polar - adquiridas recentemente - está identificada, estando o pagamento centralizado numa tenda central em forma de chapitô.



A Praça Leya, localizada no topo direito Norte, está ainda protegida com detectores anti-roubo, outra inovação numa Feira do Livro.



Os pavilhões estão ainda em cor branca mas a cor prevista é o avermelhado.



Na sessão oficial o tom dos diferentes discursos alinhou num sentido: afastar polémicas recentes e enfatizar a abertura da maior feira de sempre.



"Temos sabido ultrapassar divergências e percorrer caminhos comuns sempre em prol do livro, da leitura e do enriquecimento cultural dos nossos concidadãos", considerou António Baptista Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que organiza a Feira.



Carlos Veiga Ferreira, da União de Editores Portugueses (UEP), salientou que "os editores entendem-se" e agradeceu a intervenção do presidente da câmara para se alcançar o consenso que permitiu a participação da 78ª Feira do Livro de Lisboa.



A "Renovação" da Feira foi outro ponto comum nos discursos de Veiga Ferreira e Baptista Lopes.



O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, também preferiu desvalorizar as divergências, afirmando que "o essencial é a feira ter aberto". No entanto, deixou um recado: que a feira do próximo ano "não nos tome o mesmo tempo que nos consumiu esta".