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FARC confirma morte do seu líder histórico

O guerrilheiro Manuel Marulanda, conhecido por "Tirofijo" (Tiro Certeiro), morreu no passado dia 26 de Março, devido a um ataque cardíaco.

O movimento guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) confirmou hoje a morte do seu líder histórico, Manuel Marulada, anunciou a estação de televisão privada colombiana Caracol.

Por outro lado, a cadeia de televisão internacional TeleSur retransmitiu um vídeo das FARC em que o movimento dá conta da morte de "Manuel Marulanda", conhecido por "Tirofijo" (Tiro Certeiro), no passado dia 26 de Março, devido a um ataque cardíaco.

O ministério colombiano da Defesa tinha anunciado no sábado que o líder histórico das FARC, Manuel Marulanda "Tirofijo", teria morrido.

O comunicado ministerial informava "a opinião pública ter tido conhecimento, através de várias fontes de informações militares, da morte de Pedro António Marín, aliás, Manuel Marulanda ou 'Tirofijo', principal chefe das FARC".

Segundo estas informações, Marulanda, de 78 anos, terá morrido há dois meses, às 06h30 do dia 26 de Março, de causas ainda não reveladas.

Nos dias em torno da data da alegada morte de Marulanda, as forças militares colombianas tinham bombardeado diferentes zonas da região de Meta, a sul de Bogotá.

"A primeira operação militar ocorreu perto de El Purgatório, a segunda na laguna de Los Osos e a terceira na zona do rio Papaneme", informava o comunicado.

"Tínhamos informações de que Marulanda estava por ali. No entanto, nenhuma daquelas operações foi desencadeada na data em que é atribuída a morte de Marulanda", precisava o comunicado.

"Sabemos que no seio das FARC a versão difundida fala em morte natural, nomeadamente por paragem cardíaca e que o seu sucessor designado é Alfonso Cano", prosseguia a nota.

"Soubemos igualmente que, em conformidade com a sua política tradicional de desinformação, as FARC não informaram todos os seus membros deste acontecimento. Esperamos que as FARC não neguem a verdade no que diz respeito à morte de 'Tirofijo'. E se dizem que a nossa informação é falsa, que o provem", concluía o comunicado do ministério colombiano da Defesa.