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"Eu sou candidato se houver directas"

Se vencer, Portas promete manter este método de eleição. “Se eu peço para mim a legitimidade que tem o actual presidente do partido, poderia eu alguma vez negar isso a quem viesse depois?”

Disse que está disponível para ser candidato com directas. Também está disponível se em vez de directas houver congresso?
Eu serei candidato à presidência do CDS se o Conselho Nacional aprovar a realização de eleições directas, que são a avaliação política do mandato presidencial sufragado nas directas de 2005.

Com congresso não será candidato?
Eu sou candidato se houver directas. Nunca propus essa fórmula, mas a verdade é que o presidente do partido instituiu as directas e elas foram feitas em Maio de 2005. As directas têm que ter um mandato, porque se não tiveram, transformam-se num plebiscito.

Isso é irrelevante uma vez que já houve um congresso depois das directas.
Por isso é que eu digo que esta é uma solução legalista, que resolve politicamente um concurso de legitimidades que o actual presidente do partido tem, porque tem a legitimidade das directas e de um congresso extraordinário.

Não parece nada problemático: vale a legitimidade do congresso extraordinário, que é o mandato que está em curso.
Quem criou esta dupla legitimidade não fui eu. Se o partido fez directas uma vez, tem que haver um mandato que elas representam. Do meu ponto de vista, esse mandato são dois anos que estão neste momento a terminar. Havendo duas teses, o que eu peço ao Conselho Nacional é que decida pela prevalência do mandato, não mais representativo, mas mais alargado, no sentido quantitativo – ou seja, todos os militantes foram chamados a pronunciar-se e eu acho que, num grande impasse como aquele que o partido tem vivido, é interessante chamar todos os militantes, devolver-lhes o poder de decisão.

Alguns dos seus principais apoiantes estiveram frontalmente contra as directas, Pires de Lima chegou a dizer que era uma coisa de partidos de esquerda, de comité central. Se for eleito presidente do CDS, mantém as directas?
Se eu peço para mim a legitimidade que tem o actual presidente do partido, poderia eu alguma vez negar isso a quem viesse depois?