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Especialistas apontam dedo a Al-Qaeda

Terroristas tencionavam transportar explosivos na bagagem de mão. Analistas dizem que que o golpe «tem as impressões digitais da Al-Qaeda».

A polícia britânica travou na madrugada de hoje planos para fazer explodir nove aviões (inicialmente pensava-se serem 10) das companhias aéreas norte-americanas, American Airlines, Delta Airlines e Continental Airlines, com voos marcados do Reino Unido para os Estados Unidos.

Segundo a Scotland Yard, o plano dos terroristas era o de conduzir três vagas de detonações no ar ao longo de um dia, cada vaga envolvendo a explosão de três aviões. As autoridades policiais britânicas disseram ainda que os terroristas tencionavam transportar os explosivos na bagagem de mão. Por essa razão, é que todas as companhias aéreas proibiram os passageiros de transportarem esse tipo de bagagem.

A Scotland Yard disse ainda que a operação de hoje representa o fim da primeira fase duma operação que dura há meses. Com efeito, há várias semanas que a polícia anti-terrorista observava os movimentos dos 21 suspeitos que estão detidos na esquadra de Paddington Green. A decisão de intervir foi tomada após a recepção de informação que indicava a iminência de um ataque terrorista.

As autoridades britânicas não identificaram os suspeitos do golpe, mas vários analistas começaram a apontar o dedo à Al-Qaeda. Abdel-Bari Atwan, autor do livro «The Secret History of Al-Qaeda», disse ao EXPRESSO que a confirmar-se genuíno, o plano terrorista travado pela Scotland Yard «tem as impressões digitais da Al-Qaeda» e acrescenta:  «há indícios de que os ataques terroristas estavam a ser planeados por uma célula da organização terrorista».

O mesmo analista lembrou ainda que desde o início do ano que a Al-Qaeda anda ameaçar conduzir uma operação semelhante à desmantelada pela Scotland Yard.